Tuesday, December 27, 2005
Mudando de assunto
Opus Dei II
Opus Dei
Monday, December 26, 2005
E quando eu quero me consolar?
Friday, December 23, 2005
Dissabores
Deixei meu sapatinho
Thursday, December 22, 2005
Comidas que fazem bem à alma
1)chá. Qualquer um. Limpa o pensamento, clareia tudo.
2)azeite. Extra-virgem. Serve pra desintoxicar, pra dar uma engorduradinha básica, pra temperar, e segundo outros, até pra tirar cutícula de unha.
3)chocolate. Mesmo quem não é fã sorri diante de uma caixa de bombons.
4)batata. Frita, ensopada, cozida, batata é o que há.
5)tudo que vem do mar. Menos caranguejo no meu caso. Descobri que era alérgica da pior maneira possível: enchendo a cara de moqueca de caranguejo em Vitória.
6)fruta. Em dezembro, manga, daquelas bem amarelas e gordinhas....hihihihi....
7)queijo minas. Da civilização mineira também vem os clássicos bolo de fubá, pão-de-queijo e tutu de feijão.
8)por último, a coisa da qual sou mais fã. Fico esperando o ano todo junho chegar, e vir a época da mandioquinha. O cheiro de mandioquinha cozinhando empata com o de alho e cebola fritando.
Wednesday, December 21, 2005
E eu que achava...
3)que nunca seria fã do Roberto Carlos. Hoje foi especial dele e tocou Amor Perfeito ( que nem é dele, é do Sulivan e Massadas!) e eu cantei junto. Cantei junto, eu que li Marx aos dezessete anos. E odiava passar Natal na casa da minha tia no Rio por causa do especial do Roberto.
4)que nunca chegaria no fundo do poço por causa de homem. Orgulhosa aos quinze anos, pensava, mas eu nunca vou me ferrar por amor. Me ferrei várias vezes. E de verde-amarelo.
5)que teria que aprender a cuidar de casa. Eu berrava pra minha mãe que teria dinheiro sempre pra pagar uma funcionária. O poder aquisitivo da classe média brasileira caiu, e o meu se tornou inexistente. Precisei aprender a fazer faxina completa, cozinhar, lavar, passar e fazer fuxico.
6)que compraria um biquíni branco. Hoje precisei ir no Carrefour comprar macarrão, bebidas alcóolicas para o Natal, pão light e panetone não-light. Sempre dou uma olhada nas roupitchas do Carrefour, e lá eu vi. Um biquíni simples, doze reais. Branquinho, branquinho. Trouxe pra casa e vestiu super bem. Vai entender.
Tuesday, December 20, 2005
O motoqueiro cor-de-rosa
Monday, December 19, 2005
O equilíbrio possível entre todas as coisas
Sunday, December 18, 2005
É a vida...
O setor de serviços e a picaretagem
Friday, December 16, 2005
O melhor de Campinas para você!
Campinas
Wednesday, December 14, 2005
Jump
O matuto e os pobreuma
Tuesday, December 13, 2005
Terra Brasilis
Saturday, December 10, 2005
A United Airlines agradece a todos a preferência e lhes deseja uma boa viagem
Despedida
Friday, December 09, 2005
Nevasca e chimarrão
Tudo ficou absolutamente branco, as ruas, os prédios, tudo, tudo branco, brilhando.
Thursday, December 08, 2005
Últimas notícias chicagoans
Tuesday, December 06, 2005
Recordes!!!!!!!!
Monday, December 05, 2005
Shedd Aquarium
Sunday, December 04, 2005
Vita Nuova
E começou a minha vida nova.
Ano do Jubileu, as multidões em Roma andavam em círculos para entrar na Basílica veneranda.
Quarta neve
Tudo branco na rua, uma mão de largura de neve...
Saí pra tirar fotos. Último domingo chicagoan, e é que abriu um sol? Abro a porta do cafofo, uma gatinha gorda e ruiva pula pra dentro. É Gaby, um dos três gatinhos fofos da minha vizinha, também fofa. E lá está ela, loirinha e descabelada, com a porta aberta, e Gaby e Emy pelo corredor. Papeamos bastante, ela correu pra acudir uma sopa que tava fazendo, eu fui aproveitar o sol com neve.
Saturday, December 03, 2005
Baixa Gastronomia em Chicago
Urban Outfitters
Friday, December 02, 2005
Disneylândia
Tomando tento
Salva pela diligência da Western Union
Thursday, December 01, 2005
Clonaram meu cartão
Terceira Neve
Ligo na Central dos Cartões, o dinheiro saiu. Bom, que biblioteca, tese e Dante que nada, vou sair e comprar! Nesses dois meses aqui eu me segurei, agora vai ser a festa da mandioca. Me aguardem!
Na lista:
1) um i-pod ( esse aí nem precisava falar, né)
2)roupitchas na GAP ( ehehehehe)
Wednesday, November 30, 2005
Tem alguma coisa na água...
Para a Tati!!!!!!!
Tuesday, November 29, 2005
Seurat
Carmen Miranda
Saturday, November 26, 2005
O clima pesou na Gringolândia...
Lembrando...
Eu já vivi em circunstâncias bem, bem piores de grana. Bom, nasci na pobreza, literalmente. Meu pai teve que galgar a escada burocrática da CESP a duras penas, e depois, no final, até que ganhava bem. Mas lá em casa as coisas sempre foram meio apertadas, foi melhorando com o tempo, mas eu lembro na infância de passar vontade de várias coisas.
Na pindaíba, e em Chicago!
O detalhe é que estava contando que, com o fechamento da fatura desse mês, eu pudesse sacar grana do cartão... tenho comigo 15 dólares, nesse exato momento.
Explicando: eu vim pra Chicago com grana da Reserva Técnica, da FAPESP. A FAPESP dá o dinheiro todo pra você, e você que se vire nos 30 pra trazer pro exterior. E você continua recebendo a bolsa no Nossa Caixa Nosso Banco, que não tem convênio nenhum com nenhum banco no exterior, e nem preciso dizer, agência nenhuma em lugar nenhum. Diferentemente do Banco do Brasil, em que você pode comprar coisas no Visa Electron, e tem agência em tudo quanto é lugar, a Nossa Caixa só oferece Cartão de Crédito Internacional, com limite baixíssimo.
Vim com a grana da Reserva em travelers, gastos em quase sua totalidade no pagamento do aluguel do cafofo, e coloquei a fatura do cartão no débito automático, todo dia 5. Segurei a barra por dois meses e comprei apenas Porpetta, que estragou o limite do cartão desse mês.
Moral da história: liga eu em plena neve pra Central de Cartões Nossa Caixa. Depois de quatro telefonemas infernais, consigo a informação que talvez, talvez, ligando pra minha agência, eu possa adiantar o pagamento da fatura do cartão, e depois de dois dias, ter o dito liberado. Sim, porque o dinheiro está na conta. Intocado. Até aí, vou viver como uma flagelada. A minha sorte é que sou prevenida e sempre tenho mantimentos em casa. Resquícios do tempo que a coisa era tão preta que nem dinheiro na conta eu tinha, quanto mais cartão de crédito e máquina digital.
Friday, November 25, 2005
Tristeza na segunda neve
Fomos passear no Loop e quando entregamos o carro, de repente alguém chacoalhou a bolinha de vidro e caiu a neve. Two inches de neve na rua, e a gente fazendo a ronda no Loop.
A neve é fofinha de pisar, fica tudo branquinho e menos frio. Fomos tomar um café, e quando eles pegaram o ônibus, fiquei triste no metrô de volta pra casa. É que Ana e Gabriel vão pro Brasil agora, dia 30, e eu fico até dia 12. Está acabando Chicago. Hoje estou meio triste, e escrevi esse haikai:
segunda neve
amêndoas
amigos que se vão
Wednesday, November 23, 2005
Narguillé
Graças aos maluquinhos e lindos Ana e Gabriel. Gente, eu acho que eles, assim como o Art Institute, deveriam estar em todos os roteiros da cidadela potawatomi.
Os dois alugaram um carro pra passar o Thanksgiving Day ( sim, é hoje) em Indiana, na casa do orientador do Gabriel. De quebra, me levaram pra passear, pra fazer compras no Trader & Joe's ( uma espécie de supermercado tudo de bom, barato e com as melhores comidas do mundo), pra jantar num restaurante marroquino chamado Andalous e pra tomar Carlsberg ( vulgo cerva) num inacreditável boteco chamado Matcher Box.
Morram de inveja, leitores. A comida marroquina é deliciosa, cordeiro com tudo de bom, e no final, a grande surpresa da noite. Um lindo narguillé, de vidro verde e cordão decorado, com água, aguardente de maçã, e o tabaco do norte da África. Eu simplesmente não parava de tragar, e quis levar o negócio dentro do casaco. Demais. Happy Thanksgiving, galera.
Tuesday, November 22, 2005
Na vitrolinha chicagoan
1)All I Want is You, U2. Porque a turnê deles aqui tá sold-out e porque Guiness faz bem pra saúde.
2)Bigmouth Strikes Again, The Smiths. Porque o chá Earl Grey e a voz do Morrissey levantam defuntos.
3)Brilliant Disguise, Bruce Springsteen. Porque o cara é filho de irlandês com italiana.
4)China Girl, David Bowie. Ou qualquer música dele, porque é bom pra cacete.
5)Garota de Ipanema. Numa gravação que desencavei no Terra Rádio, do Tom mesmo, alegre, alegre.
6)I've Got You Under my Skin, Frank Sinatra. Deus existe.
7)Puttin'on the Ritz, Fred Astaire. Dá vontade de dançar a vida inteira.
8)Pyscho Killer, Talking Heads. Sempre, sempre, cráçico...
9)Head Over Heels, Go-Go's. Cara, essa mulherada era fogo na fofinha...
10)Dream a Little Dream of Me. The Mamas and the Papas. Bons sonhos, baby.
11)Thunder Road. Bruce Springsteen. Porque o cara é filho de irlandês com italiana. E pronto!
A Igreja Católica Apostólica Romana
Friday, November 18, 2005
Dançando com Al Capone
Wednesday, November 16, 2005
Paying a big monkey!
Hoje nevou e tá um frio da porra. Peguei um vento gelado na rua que doeu no cerebelo. Vou pra Newberry, tudo escuro e a neve caindo. Voltei pra 55 W Chestnut, o apartamento um pedaço de geleira.
Mas não é possível, penso eu, temendo ficar congelada... Liguei na Ana e o Gabriel me informou sobre os processos técnicos dos aquecedores: fica tranquila, aquecimento central, blá, blá, blá, mas vai perguntar pra sua vizinha.
Pra quem não lembra: eu conheci uma senhora que mora no final aqui do corredor. Ela tem seis gatinhos e é muito fofa, de vez em quando a gente conversa e ela sempre foi muito gentil.
No apê do lado, que também é da Newberry, está um casal de idade, e hoje eles resolveram dar uma festinha... enquanto eu batia na porta da senhora fofinha, tinha umas quinze pessoas bêbadas cantando e tocando o terror.
Ela abriu a porta toda encapotada. Mau sinal, pensei. Explico a situação no meu inglês cada vez pior, cada vez pior meu Deus... todo mundo me falava, mas depois de um mês você vai estar com um inglês ótimo... que nada, isso é mentira, porque eu fico muito sozinha e só saio com a Ana e o Gabriel. Escrevo em portuga o dia inteiro e leio a italianada toda! Ou seja, meu inglês é uma verdadeira josma.
Ela muito gentil fala que tá frio mesmo, e que se eu estivesse muito incomodada, que era pra pedir pro zelador aumentar a temperatura do aquecimento. E eu voltei pro apê pensando, cara, maldita hora que eu não ouvia meu pai e não estudava a língua de Shakeaspeare.
Resolvo tomar um banho megaultraquente pra decidir, e pego meu guia de conversação. Num ato de coragem, resolvo descer e falar com o porteiro mexicano, simpaticíssimo, pessoalmente. Ponho meu pijama: uma calça de moletom que está um saco de estopa, uma camiseta escrito Minas Gerais e um casaquinho ferrado da C&A, além de um tênis que é um verdadeiro mendigo no mundo dos sapatos. Enquanto esperava o elevador, pensei, mas ninguém vai me ver mesmo.
Abriu a porta do elevator, vi um homem lindo, lindo, lindo, lindo lá dentro, como poucos que vi na vida. O cara estava elegantíssimo, de terno e gravata, olhou pra mim e deu um sorriso Colgate. Juro, não era piada nem pegadinha do Faustão. Entrei e vi que... o cara tava subindo! Pedi desculpas, querendo me enfiar no solo, e o cara abriu outro sorriso Colgate, mas que é isso, sweetie, eu mando o elevador de volta pra você.
Desci e o porteiro só de olhar pra minha cara entendeu meu problema, e mandou o zelador, um senhor negão também simpaticíssimo, resolver a parada. Ele veio aqui e constatou um negócio : o ar condicionado estava aberto. No inverno, eles vedam as frestas com espuma e põem uma tampa por cima. Ele me perguntou onde estava a tampa, e eu procurei e nada. Volta ele, com uma tampa pequena demais, e depois mais uma vez e resolveu a questã. Constatou também que minhas janelas estavam abertas ( dãããã... cara, mas eu sou uma dummy mesmo) e eu querendo me enfiar na terra. Ele rindo, rindo, cara, como chicagoan é risonho.
Bom, aqui nos States tem muita moeda. Você vai comprar qualquer coisa, eles te dão o valor exato do troco. Em contrapartida, você não faz nada com moeda de one cent, one dime e five cents. Só os quarters salvam: servem pra estacionar o carro, ligar no orelhão, pagar chiclete e passagem de ônibus e restinho de almoço. Eu comecei a pôr as moedinhas num jarrinho de porcelana que tava rolando aqui no cafofo, e andar só com os quartos. E pensava, mas o que vou fazer com essas moedinhas? Sonhei que tava numa fila e tinha um cara na minha frente, e ele pagava algo com uma caixa enorme de moedinhas de dólar...
Hoje tô muito dura, tirei o último dinheiro no cartão de crédito, estou lisa como um pepino. Mas pensei, meu, preciso dar uma gorjeta pro zelador. Aqui a gorjeta geralmente é dois, três dólares. Respirei fundo e abri o jarrinho. Peguei um dólar em quartos e outro em five cents. E super constrangida falei, olha, é minha primeira vez aqui nos EUA, eu sou estudante e não tenho dinheiro, mas quero agradecer... ele ficou meio sem graça, mas eu falei mais firme, I wanna tip you, c’mon, e ele foi embora rindo.
Agora, que foi mico foi.
A primeira neve
De repente, muito vento, e uma noite branca.
Tuesday, November 15, 2005
A título de esclarecimento
Da nova lavra II
Quando a gente quer, não.
Quando os dois querem, físico.
Quando os dois querem muito, aliança.
Homem é bicho difícil.
Quando a gente trai, poesia.
Quando acorda, duro.
Destino, escolha, divindade?
Da nova lavra
A minha amada discorre sobre 1347 com propriedade. Mas não leu o jornal de ontem.
A minha amada gosta de chá inglês, mingau de aveia, sopa de lentilha. E bolo de fubá.
A minha amada não vai nos lugares da moda. Mas miseravelmente quer estar na moda.
A minha amada é una, indivisível. E cabe em todo o universo sensível.
Perto dela as coisas fazem sentido. Inacreditável, e mesmo assim ela quer perder alguns quilos.
Revolto-me: o espaço a que ela pertence
