Friday, December 02, 2005

Salva pela diligência da Western Union

Gente, fui salva por uma diligência. Literalmente.
Lembrando aos leitores que escrevo do Meio-Oeste, terra dos bravos potawatomi e dos franceses colonizadores...
Enfim, clonaram meu cartão. Foi uma saga na Central de Cartões Nossa Caixa, e outra no telefone e no msn. E liga pro Celo ( meu futuro cônjuge) e liga na Dona Meire ( a genitora dessa que vos fala) e liga na Central, e Celo vai pro Bosque buscar fatura, e eis que o prof. Dr. Paulo entra no msn. Eu tenho sorte na vida; além de cultíssimo e refinado, meu amigo professor doutor é homem prático e viajado, e lembrou da existência de um negócio chamado Western Union.
Desde os tempos dos bangue-bangues, a Western Union é especializada em remessas de dinheiro. Hoje eles operam em 55 países no mundo todo e nos 50 Estados da Federação azul, vermelha e branca. Assim como a American Express, a Western é conhecida por ser, como os heróis dos filmes de faroeste, rápida no gatilho e infalível.
Pois bem, só era necessário achar um correntista do Banco do Brasil, outra venerável instituição do mundo capitalista, e fazer esse coitado mandar dinheiro pra mim. Mais telefonemas, e Jujuba, amiga minha também professora, falando no msn de Cuiabá, ajuda na investigação...
Celo se lembra da existência do tio dele, professor também ( categoria unida!) que é correntista no banco fundado, nunca é demasiado lembrar, por Dom João VI. Hoje, a remessa foi feita. Em quinze minutos ( sim, QUINZE minutos) o dinheiro é liberado. Fui na agência da Western aqui do lado de casa ( sim, DO LADO da minha casa), preenchi um formulário amarelo e em DEZ, sim, DEZ minutos, o dinheiro estava na minha mão.
Eu fiquei me sentindo uma pequena potawatomi, esposa de um francês perdido pelo Oeste, que recebeu dinheiro pela diligência da manhã da Western Union. E fui tomar um Caramel Macchiato no Starbucks!
Agora, me fala, de um lado a competência total, de outro a mais completa bagunça. E como diria Fellini, e la nave va.

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