Friday, December 23, 2005

Dissabores

Sempre dei muita importância para a amizade. Acho, sinceramente, que amor de amizade é uma das melhores coisas que existem. Salva a gente de muita dor causada pela família ( que a gente não escolhe e por isso mesmo se vira pra aceitar) e pelos relacionamentos amorosos ( a eterna loteria). Infelizmente às vezes as amizades também fazem a gente sofrer.
Lembro que amava muito a minha primeira amiguinha, a Sílvia. Nossa, como eu gostava dela. E no final da segunda série, sofri muito quando ela aos poucos foi se afastando de mim. Desde pequena fui passional, ciumenta. Quando amo, amo de pisar na jaca, compro a briga da pessoa, empunho a espada e combato o bom combate.
Mas esse meu jeito já causou muitos dissabores e continua causando. Nem sempre as pessoas querem a espada e o bom combate. Nem sempre é o caso de falar a verdade, de alertar para os erros, e de tentar evitar o sofrimento. Nem sempre dá pra fazer o que se a gente realmente quer fazer. Deixar o outro ir, a lição do desapego. Essa semana sofri com esse tipo de reflexão, peguei um torcicolo, quatro dias de dor e pensando, cheguei no meu limite com beltrano, fulano, sicrano. Nada do que eu possa fazer.

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