Thursday, April 30, 2009

Big uncle strikes again

E mais duas pérolas do mundo pop a eternizar o tiozão narigudo mais sexy da História da humanidade:

Descobri que teve uma banda de música disco chamada Dante's Inferno, que lançou uma musiqueta chamada Could be magic:

http://www.4shared.com/file/100063187/9149b81/Dantes_Inferno_-_Could_It_Be_Magic.html

Isso devemos a um produtor e músico chamado Ron Dante, conforme vi num fórum de discussão de música disco. O tal Ron Dante foi o vocalista que cantava para The Archies, uma banda de desenho animado a quem também devemos a antológica Sugar Sugar:

E vai ter um game de violência, porrada e pancadaria baseado no Inferno do tio:

http://tvig.ig.com.br/88425/game-dante-s-inferno-ira-recriar-o-poema-de-maneira-sangrenta.htm

A panda vai se viciar nesse game aí. Beijo nas crianças!

Monday, April 27, 2009

Kinder Ovo


Apelidei a Catedral Metropolitana de Campinas, carinhosamente, de Kinder Ovo: porque a santa todo dia tem uma surpresa diferente. Você entra lá e pode te acontecer de tudo: ser atacado por um bêbado dizendo que é o diabo, achar documentinho do século XIX embaixo de santo e ver, dos janelões do terceiro piso, o milagre do são que vira aleijado ( pois é, crianças, no tempo de Jesus os aleijados andavam, agora na Catedral de Campinas tem quem chegue andando do Terminal Central e vire deficiente físico pra pedir esmola. Meninos, eu vi!).
Desse tudo e mais um pouco que é a carinhosa e heregemente apelidada, também, de malditinha, tenho já uma coleção de histórias. Segundo um amigo, eu poderia escrever um roteiro pro Roberto Benigni, de tanta confusão que rola na nossa santa piccola maledetta. Pois vejam:
1)Hoje eu chego lá e o Ricardo tinha encontrado um pacotão de documentinhos infernais que estavam sabe-se Deus aonde. Todo o dia que eu piso no sagrado recinto, o Ricardo sempre põe um pacotão a mais de documentinho infernal de recibo de tijolo, pedra, cal, madeira, relatório de arquiteto do século XIX desmentindo um monte de História da Arquitetura que rola por aí, enfim, o Inferno de Dante total e absoluto. Agora me digam, será que existe uma mágica e o povo lá tem uma máquina do tempo, e eles trazem as coisas da construção em tempo real????
2)Hoje, igualmente, um dos estagiários da Pucc ( motivos de muitas polêmicas) disse que uma senhora entrou do nada no Museu ( que é no terceiro piso) de luvas de borracha e que começou a mexer no Cristo Flagelado que estava em cima da mesa, sendo higienizado. A moça não respondeu a nada do que o menino perguntou e quando ela enfiou a mão no bolso, o rapaz achou que ia ser assaltado (???) e começou a berrar do janelão, detalhe, isso no meio da missa do meio-dia. Disse que o pessoal embaixo riu e continuou a rezar. E a mulher sumiu, e a porta que dá acesso a tudo estava trancada. Agora me digam, onde essa pessoa achou essas luvas que a gente usa lá??????
3)Pra completar a antologia. Disse que domingos atrás, manhã tranqüila, uma senhora passava na entrada da igreja, indo ou voltando da missa, quando a cabeça do São Marcos da fachada despencou lá de cima (altura: 40 metros) e caiu a 5 cm dela. Passado o susto, constatou-se que a senhora estava ilesa, que o santo estava descabeçado e que a cabeça dele abriu um rombo imenso no chão. A cabeça está na sala do Ricardo, em cima de uma padiola. O Ricardo foi num armarinho, comprou uns sacos de estopa, subiu lá em cima (Jesus, me dá nervoso só de pensar) e fez uma touca pro santo sem cabeça. Nada a fazer, a não ser esperar a segunda fase da obra ( SIM, CRIANÇAS, a panda conviverá com neguinho restaurando as fachadas, mesmo com toda a sua bronquite). É, gente, a santinha é fogo!

Thursday, April 23, 2009

Emiko Nakayama, Chiaki Nakamura ou Miharu Minawa?

Em tempo: hoje vi no Facebook que um amigo achou um Japanese Name Generator Tabajara, uma brincadeira em que você acha, supostamente, seu nome japonês. O meu deu Emiko Nakayama ( lembrando sempre que os japoneses invertem, primeiro vem o sobrenome, Nakayama, e depois o prenome, Emiko).
Procurei na internet e achei outro Japanese Name Generator Tabajara (http://rumandmonkey.com/widgets/toys/namegen/969/) , e daí ficou
中村 Nakamura (centro da cidade) 千秋 Chiaki (muito bem/ muito bonita no outono). Invertendo meu prenome e sobrenome, deu:
三輪 Minawa (três círculos) 美晴 Miharu (lindo céu claro).

Considerando que nasci na primavera (outono no Japão), considerando que me sinto muito bem nas meias-estações (onde o céu é bem claro) e considerando que meu pai quase se casou com uma nissei, acho que meus nomes japoneses ornaram bem com a minha pessoa...

Outono

E o outono bateu na porta, anda fazendo aquele tempo louco, de dia um calorão, de noite aquele friozinho que já convida sonhar com céu estrelado, quentão, um cobertor xadrez bem quentinho e o ser amado ao lado.

Hoje tive minha primeira sessão de acupuntura. Resolvi seguir os conselhos de minha sagrada progenitora e ando cuidando mais da minha sempre combalida saúde. Fui a uma médica muito legal, clínica geral, que me apoiou no projeto de mandar umas pessoas aí à merda definitivamente ( ver dois posts abaixo) e resolvi encarar aquela chatice de exame e tomar vitaminas e remédios. Como é chato fazer exame, mas fazer o quê né. Enfim, parece que está tudo de acordo com a velha e cada vez mais rabugenta panda.
Daí prosseguindo no programa Panda Fitness 2009, estou mais atenta à alimentação, etcs e etcs. A Jô, minha cabelereira, conseguiu dar um jeito, fazer uma macumba e até meu cabelo assentou um pouco. Bom, pra resumir, hoje fui ser espetada e devo dizer que a sensação depois é a de um bem estar imenso.
Minha santa mãe também descolou uns chás chineses... que são sensacionais! Eles vêm em saquinho, são granulados, é só por água quente e voilà! Gostei particularmente de um, que é de uma espécie de beterraba chinesa, pérola de rio e crisântemo. Para os interessados, esses chás existem na Praça Liberdade, 83, a tiazinha que é a importadora de tais mezinhas.
Então, a panda está numa vibe chinesa total, muito condizente com o bem estar do outono e leituras de trechos do Tao. Pra completar a alegria geral, hoje fui na quitanda e achei um maço de rúcula belíssimo... quem mora em Campinas sabe o que é achar verdura decente nessa região desértica nessa época do ano. Andou chovendo, hoje mesmo caiu um pouco d'água, e eu imagino que o povo conseguiu salvar algum agrião e rúcula por aí. Fiz um capuccino bem cremosão... e espero que vocês estejam curtindo o friozinho também, gente!

Wednesday, April 22, 2009

A alegria e as barbas brancas do prudente patriarca

Fui jogar sinuca com amigos em Barão, na última sexta-feira. Convém dizer que eu não jogava sinuca há aproximadamente, acredito, duas décadas, e que fui pelo prazer da companhia dos queridos e por conta da sempre bem-vinda cervejinha gelada.
Papo vai, caçapada vem, uma hora todos sentamos aproveitando um petisco, quando, não sei porque motivo obscuro, surgiu o assunto músicas infantis assombrantes. Explico: acho que foi Lord Gorino que reclamou do Boi da Cara Preta, e eu disse que li uma coluna do Contardo Calligaris, que dizia aparecer uma das marcas mais profundas da escravidão todas as cantigas de ninar brasileiras serem arrepiantes ( como o Nana Nenê, que de Nana Nenê não tem nada). Vitão também reclamou da casa muito engraçada, que não tinha teto e não tinha nada ( parece certas partes da Unicamp).
Logo lembrei que tal cançoneta é obra e graça de Vinícius de Moraes, poeta e diplomata, da linha direta de Xangô. E logo, assim como a sinuca, as canções do Arca de Noé apareceram na minha cabeça e eu cantei alguns trechos pros meninos.
Cheguei em casa e vi no Youtube trechos dos dois especiais da Arca de Noé, de 1980, época em que a panda, acreditem, era mirim e adorava casas que não tinham teto nem nada. Hoje, gosto demais da primeira canção do primeiro disco: vejam lá, aparece só o Milton cantando, o Chico era proibido de entrar na Globo como todos sabem.
Eu adoro a história de Noé. É uma das partes da Bíblia mais caras a mim: a história de que Deus enche o saco da humanidade e resolve acabar com a moleza do povo, lascando uma água sem fim. Mas os animais eram inocentes, bem como o único homem justo daquele tempo (bom, pelo menos naquele tempo existia um justo, hoje em dia era capaz da raça humana se extinguir), o Noé, que ouve a voz do Chefão e resolve construir seu barco apesar do pessoal tirar sarro dele o tempo todo. Quantas vezes o justo precisa construir a Arca, enquanto os negos ridicularizam, menosprezam. Eu me identifico bastante com o Noé na hora da construção da Arca; depois do Dilúvio, ele inventa o vinho, bebe um pouco demais e ainda tem que amaldiçoar o filho Cam, por ter visto seu velho pai peladão e meio alto. O cara não podia nem beber, que caíam de pau matando. No final, não adiantou muito o Lá de cima mandar água, o pessoal não aprende.
Não liguem, a panda está num momento profetinha do Antigo Testamento!

Monday, April 20, 2009

Pecado capital

Um pecado capital em que incorro muito é a gula, como todos sabem. Mas outro em que a pequena panda se tornou especialista é a preguiça.

Tem gente que me dá preguiça. Quando eu vejo certas criaturas, concordo com tudo que elas dizem, ou faço cara de paisagem, ou pior, desisto de lutar, de argumentar, de querer resolver. Pronto, falei, pra mim gente burra dá preguiça. Gente arrogante. Gente indecente. Gente nó cega. Esse tipo de gente me dá uma preguiça enorme. Isso é horrível: além de incorrer no pecado da preguiça, ainda de quebra levo , no meu caminho pro inferno, um pouco do pecado da ira ( o pior tipo de ira é essa fria aí) e da soberba ( a pessoa pra mim é burra e pronto).
Encontrei por acaso uma colega querida, e tomamos um suco gostoso num final de tarde muito bonito. O que ocorre é que essa colega, pessoa muito competente, séria e responsável, foi vítima durante muitos anos de assédio moral e teve sua reputação, e seu trabalho, desonrados duma forma que, vejo hoje, panda mais madura e escolada, vil. Outra colega, igualmente querida, me chamou prum lance bacanérrimo de trabalho (aliás, nunca trabalhei tanto, e em coisas tão legais, como nessa fase boa de agora), e a história com ela foi a mesma. Detalhe: a mesma turma do mal, mesmas situações, mesmo tudo. E outra colega querida, outro café, mesma história. Ou seja. Percebi a preguiça que eu tinha até de ter raiva desse povo escroto. Resolvi parar de incorrer na preguiça e não tive medo de cair na ira, porque ter raiva desse tipo de gente não é pecado, é obrigação.
Pessoas do mal, podem se sentir ofendidas. Hoje a tia panda manda um vai se foder pra vocês!

Sunday, April 12, 2009

Por que...

Por que hoje eu tenho esperança. Por que eu hoje tenho um sorriso. Por que hoje eu tenho flores amarelas na minha jarra azul de vidro. Por que eu hoje lembro de você, que passou e não voltou, mas passou. Por que hoje é domingo de Páscoa.

Wednesday, April 08, 2009

A chaleira e a rosa amarela

Hoje saí mais cedo da Unicamp e fui procurar uns remédios que preciso tomar. Rodei pelas farmácias do Centro de Convivência e depois passei no Pão de Açúcar. Eu quase nunca vou no Ladrão, ops, Pão de Açúcar, por motivos óbvios: até pra respirar dentro desse supermercado o pessoal cobra. Mas como todos sabem alguns produtos mais refinados só tem lá. Entrei e estavam numa promoção de maços de rosas, todos muito bonitos.
Eu também nunca compro flores pra mim. Sou a própria garota das flores: vivo carregando violetas, margaridas, rosas e lírios pros outros, mas nunca lembro de mandar flores pra mim. Hoje eu não tinha nenhum motivo especial para comemorar, a não ser um suado dinheirinho sobrando no bolso e uma alegria meio sem graça no coração. Fiquei namorando as outras flores, mas as rosas estavam bonitas demais. Acabei agarrando um buquezinho de rosas amarelinhas, amarelinhas como gema de ovo.
Um pão, um queijo minas e uma caixinha de chá Earl Grey. Sim, caros senhores, a panda para seu próprio azar é uma criatura aristocrática: no melhor estilo aristocrata arruinada, eu compro chá inglês. Mais umas coisas e rumo pra casa, ruminando o fato de que minha chaleira antiga, de tantos Earls Greys, camomilas e cidreiras, ficou imprestável e tomou o caminho do lixo. E eu esquentando água na panelinha.
Resolvi num impulso comprar uma chaleira nova. Sei que era um esbanjamento: o Earl Grey, o queijo, as rosas mas eu não quis nem saber. Entrei numa loja que tem tudo de casa aqui perto, a Santarelli, e achei uma chaleira nova.
Então, hoje tenho rosas amarelas na sala, Earl Grey na caneca e uma chaleira nova. O surto de felicidade sem motivo aparente continua.

Monday, April 06, 2009

Feliz, feliz

Apesar de tudo, de todas as dificuldades, de todos os desacertos, desvãos, pirações, eu queria dizer uma coisa pra vocês. Eu, hoje, estou muito feliz. E a Páscoa está aí, brilhante.
"May the good Lord be with you/Down every road you roam/ And may sunshine and happiness/ Surround you when you're far from home/ And may you grow to be proud/ Dignified and true/ And do unto others/ As you'd have done to you/ Be courageous and be brave/ And in my heart you'll always stay/ Forever young"
Forever Young, Rod Stewart

Friday, April 03, 2009

Gente humilde

Hoje uma pessoa me disse que sou humilde demais.

Isso me fez lembrar um trecho de uma das biografias de São Francisco de Assis; diz que o santo escolheu um cara muito, muito humilde pra ser o favorito de seus companheiros, acho que o nome do humilde era irmão João. Mas segundo a biografia, São Francisco cuidava para que a humildade de João não fosse demasiada, porque senão essa grande virtude se tornaria um vício incontrolável, uma marca de distinção muito pronunciada.
Acho essa historinha o maior barato. De fato, parece que a humildade em demasia ofende mais certos indivíduos que a arrogância e a prepotência, e causa mais problemas do que estas. Imagina entre os primeiros irmãos franciscanos, esses mesmos que casam com a pobreza, ter alguém mais humilde do que todos!
A pessoa me disse que no último concurso que prestei, vamos dizer, São Francisco não conseguiu controlar a minha humildade e isso foi um dos motivos para que eu não fosse aprovada por todos os membros da banca. É engraçado isso: fui acusada de responder corretamente as perguntas, com mentalidade de pesquisadora, elencando as diferentes posições sobre os assuntos em questão, mas que eu não tomava partido de nada e que isso era irritante.
Agora, vejam vocês, caros leitores que lêem este malfadado desabafo: se eu tivesse entrado de salto alto, disparando a minha visão (????) sobre o Renascimento italiano (????ao triplo) teria sido acusada de abusada e sem noção. E teria sido reprovada do mesmo jeito. Ou seja: se correr o bicho pega, se ficar o bicho trucida. Respondi para o meu interlocutor que a coisa seria assim de qualquer maneira e que mesmo que eu plantasse bananeira, conceitualmente falando, as pessoas continuariam a me reprovar. Porque, ouso dizer a vocês, tais criaturas nem elencar as diferentes hipóteses historiográficas sobre os fenômenos têm condições de fazer, e como os irmãos franciscanos da história, as pessoas da banca têm inveja da minha humildade.
No final, mais uma vez, São Francisco de Assis tinha razão: mesmo pros humildes o mundo é cheio de perigos!