Monday, June 29, 2009

Ao meu pai


Hoje seria aniversário do meu pai.


Dia de São Pedro, era dia do seu Pedro. Saudades, muitas. Se vocês me permitem, deixo aqui um presente pra ele, que gostava tanto de seus aniversários...
Camille Monet e seu filho Jean. Claude Monet, 1875. Óleo sobre tela, 100x81cm. Washington: National Gallery. Um dos últimos retratos que Monet fez da primeira esposa, que faleceria um pouco depois. Depois da morte de Camille, Monet não fez mais retratos.

Thursday, June 18, 2009

A ilha bonita

Cansada do cinza, do frio, das obrigações e dos sapatos pretos, resolvo sair por aí, depois de me enrolar no edredom e ligar o abajur.

E de repente me vejo com você lá, onde sempre quis estar: naquela praia paradisíaca de algum lugar dos mares do Caribe, lugares tão bonitos que, para Cristóvão Colombo, eram a prova cabal de que o Paraíso Terrrestre, da descrição do Dante, existia mesmo. Faz aquele calor gostoso dos sonhos; tudo é colorido, tudo traz a brisa do mar.
Beira de piscina, margaritas, o dia inteiro pra vadiar. As pessoas falam espanhol, inglês, todas as línguas, e de repente não é mais Caribe, são as velhas Canárias, é Açores, Madagascar, Fernando de Noronha, Taiti, Fiji, Guarujá, pode ser o que for, que eu estou lá com você, na ilha dos meus desejos, onde todas as aspirações cessaram de existir; se tornaram a mais concreta realidade.
E ao invés da austeridade da camisa, dos brincos pequenos de rubis falsos, um bíquini lilás, havaianas e sol. E ao invés do frio campineiro, do chá chinês medicinal, furar ondas e contar estrelas, no céu e na areia, uma saída de banho colorida, o vento nas palmeiras.
De repente acordo, e estou de novo enrolada no edredom, pra não ter dor no ciático. E tocou La Isla Bonita da Madonna no meu i-pod, revivendo a utopia antiga.

Friday, June 12, 2009

História Universal da Infâmia

Nesse feriado frio e eu gripada, só me restou ficar no casulinho quente do meu edredom e cobertor favoritos e mergulhar no primeiro volume das Obras Completas do Borges, além de tomar mais chá do que o habitual.
Um dos livros que eu mais gosto do Borges é o História da Infâmia. Realmente, ao ver as declarações da reitora da USP, a dra. Suely Vilela, pensei no quanto as pessoas se esforçam para entrar pra tal História com garbo e decisão. Incrível a falta de caráter, de vergonha na cara, do mínimo de lucidez de certos personagens. Tem gente que é tão infame... eu acho que a pessoa se esforça mesmo. Quer ser infame. Quer entrar pros anais com alguma façanha bem escrotinha.
Lembro agora de vários personagens que vou me abster de citar, até para não dar a essas pessoas o apanágio da glória. A estes personagens só nos resta uma saída: o silêncio e ignorar, mesmo. Silêncio aos infames, ora pois.

Wednesday, June 10, 2009

Universitas


Os últimos dias têm sido pavorosos, na USP. Eu cheguei a presenciar os carros de som do sindicato na ronda do campus, vi os meninos sem o bandeijão e vi várias das unidades, incluindo a FFLCH, funcionando normalmente, num clima de descrédito geral e desmobilização, mais profundo ainda que o de 2007.
Podemos discutir as razões de parte de funcionários, alunos e professores entrarem em greve; podemos discordar destas, e até nos enfastiar de certos discursos esquerdistas, e não nos sentirmos representados pelos movimentos. Agora, ontem, a tropa de choque da PM se confrontou com os manifestantes; na mídia, se diz que não se pode saber quem começou as agressões. Agora, evidente que os alunos, funcionários e professores nada podem contra bombas de efeito moral, de gás lacrimogêneo, cacetetes e outros artefatos da violência estatal. Por mais que se possa fazer críticas a qualquer coisa, a violência física é algo inadmissível.
Como professora universitária, lamento que a minha colega, profa. Dra. Suely Vilela, a reitora da USP, "lamente" apenas o ocorrido (http://www4.usp.br/index.php/institucional/16825-reitoria-lanca-comunicado-lamentando-confrontos) . Eu, se fosse a cara colega profa. Dra. Suely, não lamentaria nada; tomaria providências sensatas para que o diálogo fosse reiniciado na universidade, e, sensatamente, ao constatar o fracasso total, irrestrito e absoluto de minha atuação no cargo, abriria mão deste de imediato. Porque a cara colega profa. Dra. Suely Vilela entrou para a história da Universidade de São Paulo como a pior ocupante do posto.

Friday, June 05, 2009

Batmacumba

E agora que eu perdi toda a minha coleção de mp3s, incluindo meus CDs do Wando, Rosana e Agnaldo Timóteo, pergunto a vocês: o que fazer, meu Deus? Hoje comecei timidamente a ir no 4shared caçar alguma coisa, sem o meu mau gosto musical eu não vivo.
De repente, me bateu uma saudade de I won't let you down, do PHD, uma dupla inglesa, vocês lembram da "Aaaaa, eu vou ler jornal, vou ler jornaaaal"? Pois é. Recomecemos a construir a coisa mp3, de algum lugar, please.

Wednesday, June 03, 2009

Solidariedade

E aqui presto minha solidariedade às famílias das vítimas do vôo da Air France, que desapareceu de domingo pra segunda. A cada segundo a espera se torna mais trágica, e, se forem confirmados os óbitos dos tripulantes e passageiros, que descansem em paz.

Farfarello

Não bastasse o stress e certos graves dissabores das últimas semanas, eis que ontem o Hard Drive do meu laptop novo, que eu nomeei de Farfarello ( o nome de um dos demônios que seguem o terrível Malacoda e enchem as paciências do tiozão narigudo), mórrêu. Foi para o céu dos HDs.
Farfarello é novo. Fazia companhia, garbosamente, ao velho Caronte, com suas riscas azuis na tela e sua falta de teclas. Agora, Caron dimonio me salva novamente, porque Farfarello, apesar de bebê, deu um pau fenomenal, daqueles que eu vi poucas vezes nessa minha vida computadorística.
Moral da história: perdi toda a minha coleção de mp3s, um monte de coisas e principalmente, o trabalho nas últimas duas semanas. Eu tinha uns CDs de backup e o próprio Caronte servia de reserva para Farfarello. Mas até eu chegar em casa ( o ocorrido se deu em Indaiatuba, aos nove graus centígrados) e na casa do Celo, pra ver o que tinha ocorrido, achei que eu própria iria para o Inferno, fazer companhia ao Cérbero, Gerião, Farfarello, Malacoda e Plutão. Caronte me salvou na vala dos desesperados, e passei a nuit en blanche, recuperando de memória ( não da memória binária, mas da minha mesmo) os passos da panda nos últimos dias. O mais crucial foi todo recuperado e está salvo, agora, em novos CDs de backup.
Enfim, lá se foi o HD, e ficaram-se alguns dados.