
Os últimos dias têm sido pavorosos, na USP. Eu cheguei a presenciar os carros de som do sindicato na ronda do campus, vi os meninos sem o bandeijão e vi várias das unidades, incluindo a FFLCH, funcionando normalmente, num clima de descrédito geral e desmobilização, mais profundo ainda que o de 2007.
Podemos discutir as razões de parte de funcionários, alunos e professores entrarem em greve; podemos discordar destas, e até nos enfastiar de certos discursos esquerdistas, e não nos sentirmos representados pelos movimentos. Agora, ontem, a tropa de choque da PM se confrontou com os manifestantes; na mídia, se diz que não se pode saber quem começou as agressões. Agora, evidente que os alunos, funcionários e professores nada podem contra bombas de efeito moral, de gás lacrimogêneo, cacetetes e outros artefatos da violência estatal. Por mais que se possa fazer críticas a qualquer coisa, a violência física é algo inadmissível.
Como professora universitária, lamento que a minha colega, profa. Dra. Suely Vilela, a reitora da USP, "lamente" apenas o ocorrido (http://www4.usp.br/index.php/institucional/16825-reitoria-lanca-comunicado-lamentando-confrontos) . Eu, se fosse a cara colega profa. Dra. Suely, não lamentaria nada; tomaria providências sensatas para que o diálogo fosse reiniciado na universidade, e, sensatamente, ao constatar o fracasso total, irrestrito e absoluto de minha atuação no cargo, abriria mão deste de imediato. Porque a cara colega profa. Dra. Suely Vilela entrou para a história da Universidade de São Paulo como a pior ocupante do posto.

4 comments:
vc leu o que a reitora escreveu na folha hoje?
ahf...
ops, é o perere...
esqueci de assinar
Não, Pererê, lamentável. Eu vi as declarações dela, hoje, na Folha. Realmente, dra. Suely Vilela perdeu a chance de entrar pra História como a pior reitora da USP. Agora ela conseguiu uma vaga na História Universal da Infâmia. Pior reitora da USP e uma das piores administradoras públicas do país, na tradição da nossa ex-ministra Zélia. Puta merda.
Ah, vou fazer um post sobre isso. Beijo, Pererê!
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