Hoje sonhei que assava um frango (???). Eu tinha diante de mim um frango, e o primeiro problema era cortar os pedaços porque o bicho estava inteiro. Depois de cortar, eu tinha o segundo problema, como temperar, e eu fiquei muito tempo no sonho decidindo: laranja, alecrim, uma pimenta, mas qual pimenta, e talvez tomate? Não, pedacinhos de tomate com laranja, ácido demais, tenho que por algo básico, sei lá, um pouco de cerveja?
Acordei e fiquei pensando longamente nos problemas. Tomate, poderia ser o que o povo vende como tomate italiano aqui no Brasil, um dos tipos de pomodori que vem em lata e não são ácidos. O frango, sei lá, meu pai comprava frango numa granja em Jundiaí, que você chegava, falava o peso e o cara enfiava a pobre ave num tonel de água fervente pra depenar, mas de fato o gosto era muito melhor que esse frango gordo que a gente compra hoje congelado. Sem falar nas questões de saúde pública e a eterna questão da crueldade com os animais, fica muito difícil hoje aceitar o que minha avó materna fazia: ela comprava a galinha viva e sim, senhores, degolava a pobre pra fazer molho pardo. No quintal mesmo.
Depois fiquei pensando que minha avó, e meu pai, não teriam problemas metodológicos na hora de escolher os acompanhamentos do frango assado dominical: ou era macarronada e maionese ou era arroz, uma salada verde e as batatas e cebolas que orgulhosamente acompanhavam o frango na assadeira.
Mas o macarrão, meu pai arrumava um fresco, às vezes no Pastifício Selmi, e depois eu meditei longamente sobre o fato de que eu não sei se as coisas do Selmi andam boas e hoje em dia o povo cobra 15 reais o pacote de fettucini fresco, eu vi isso ontem mesmo numa padaria do Cambuí. Eu teria coragem de enfarinhar uma mesa e tentar fazer um fettucini? Pois é, caros senhores, até pra fazer frango assado no domingo a panda se enrola.
Acordei e fiquei pensando longamente nos problemas. Tomate, poderia ser o que o povo vende como tomate italiano aqui no Brasil, um dos tipos de pomodori que vem em lata e não são ácidos. O frango, sei lá, meu pai comprava frango numa granja em Jundiaí, que você chegava, falava o peso e o cara enfiava a pobre ave num tonel de água fervente pra depenar, mas de fato o gosto era muito melhor que esse frango gordo que a gente compra hoje congelado. Sem falar nas questões de saúde pública e a eterna questão da crueldade com os animais, fica muito difícil hoje aceitar o que minha avó materna fazia: ela comprava a galinha viva e sim, senhores, degolava a pobre pra fazer molho pardo. No quintal mesmo.
Depois fiquei pensando que minha avó, e meu pai, não teriam problemas metodológicos na hora de escolher os acompanhamentos do frango assado dominical: ou era macarronada e maionese ou era arroz, uma salada verde e as batatas e cebolas que orgulhosamente acompanhavam o frango na assadeira.
Mas o macarrão, meu pai arrumava um fresco, às vezes no Pastifício Selmi, e depois eu meditei longamente sobre o fato de que eu não sei se as coisas do Selmi andam boas e hoje em dia o povo cobra 15 reais o pacote de fettucini fresco, eu vi isso ontem mesmo numa padaria do Cambuí. Eu teria coragem de enfarinhar uma mesa e tentar fazer um fettucini? Pois é, caros senhores, até pra fazer frango assado no domingo a panda se enrola.

