Wednesday, April 21, 2010

Fatos da canção

Hoje, feriadão, cabulei meus estudos. Sério. Não corrigi prova ( tenho 80 provas) e não estudei a tonelada de coisa que tenho pra estudar. Peguei mal num livro. O dia estava lindo, minha mãe me chamou pra almoçar no restaurante favorito dela, e depois little Carol e eu encaramos o Fran's Café básico.
Pra piorar o estado letárgico da pequena e sempre desmiolada panda, encontrei isso aqui:
www.songfacts.com. Pra quem é "I wanna be Nick Hornby", é lindo. Explico: é uma enciclopédia on line de significados, histórico completo e apresentação de qualquer coisa que, entre 2:50 a 4:50 minutos, fez sua cabeça, a cabeça do seu pai e a do seu avô no rádio, MTV, vinil, CD, fita cassete, I-pod ou estéreo tijolão da Gradiente nas últimas décadas que Deus pôs no mundo.
Então, fui atrás de pérolas como "Video killed the radio star", do Buggles ( quer saber o que é? procura lá, mizinfio). O negócio, como diria meu avô, é um azougue: se você sempre quis saber o significado profundo de "She Bop", da Cyndi Lauper, mas nunca teve pra quem perguntar, seus problemas acabaram. E, sim, bop é algo relacionado às atividades de reprodução da espécie, só pra constar nos autos!

Monday, April 19, 2010

Tuesday, April 13, 2010

Pas de nouvelles, bonne nouvelles

Estou naquelas fases em que está tudo meio parado. Explico: depois de anos de sofrimentos dignos do Inferno do tiozão renascentista, minha vida aos poucos apresenta um aspecto normal, digo, normal dentro dos termos pandísticos de levar a vida.
Isso às vezes me dá uma certa frustração: queria estar com novidades incríveis, de quem acabou de ter um filho, ou foi viajar, ou publicou um livro pela Harvard Press. Não, caros leitores: nada disso ocorreu com a velha e asmática panda, que continua com seu jeito melancólico e com seu hábito de sofrer. Pelo menos, agora, tem umas horas que eu sinto que, lentamente, as esferas começam a se mover. O caso mais notável dos últimos tempos foi que eu fiquei no rádio fofoca com a Pri, plena Livraria do IFCH, e ela pintando de preto uma arara que achou no lixo, e eu perdi uma camisa branca, que virou de petit pois pretos. Também, num raro momento de fúria dantesca, bati meu carro no estacionamento do shopping, o que não ocasionou nada nem pro meu carro, nem pro da pessoa que eu bati, nem pra ninguém, graças ao bom Deus que está nos céus e que é Pai, e não Padrasto.
Minha nova mania é ler o Casa-Grande & Senzala, do Gilberto Freyre. Decidi que ia fazer um Programa Esclarecimento da Panda 2010, e que ia ler inteiro livros que li trechos na graduação, na pós ou por aí, nas quebradas da vida. Devo dizer que já surta resultados o Programa Esclarecimento da Panda, porque eu aos poucos tô me sentindo um pouco mais esperta. Nesse Programa, também pus como meta a leitura de vários jornais, e o que espanta é que, provando que eu tô mais esperta, eu tô achando todos os jornais iguais demais.
Ou seja. Pas de nouvelles, bonne nouvelles.

Saturday, April 03, 2010

Comidas retrô

Hoje eu tava expondo minha figura no shopping Dom Pedro, comprando maquiagem com a Carol, quando de repente vejo numa barraquinha de produtos japoneses uma caixa cheia de... Dip n'Lik! Sim, aquele pirulito que vem num saquinho, com açúcar colorido, que foi febre nos sempre relembrados anos 80.

Fazia uns vinte anos que eu não comprava essa porcaria. Antes, o Vitão achou um Dip n'Lik de uva pro Mário, que saboreou a iguaria na nossa frente em estado de êxtase puro. Agora sou eu que escrevo essas mal ajambradas linhas com um Dip n'Lik de laranja do lado. Uma coisa continua igual: o açuquinha sempre termina antes do pirulito.
Outro dia, comprei um Dan Top. Quem se lembra? O Dan Top é o nome artístico pra aquele marshmallow coberto com chocolate, que na Kopenhagen se chama Dona Benta e na Ki-Pão, padaria do lado da minha casa, atende por teta de nega ( o que o caro leitor prefere: Dan Top, Dona Benta ou teta de nega?). Minha mãe sempre punha nossos Dan Tops na geladeira.
Penso que Dip n'Lik e Dan Top são as madeleines de muita criatura por aí. As balas Juquinha, ainda existem? Eu sempre que como os salgadinhos de queijo da Piraquê, lembro do dia que levei um saquinho de merenda na escola, fui abrir e todos os salgadinhos foram pro chão, o que trouxe um sofrimento horrível, porque eu tinha ganho o pacote de presente da minha mãe. Até hoje, não gosto de perder, quebrar ou dar um fim ao que a minha mãe me dá, e salgadinho Piraquê foi algo que herdei dela diretamente.
Outra coisa que procurei no supermercado, mas acho que não existe mais: os recheados quadrados da Tostines, de morango e de limão, quem se lembra? Acho que deixaram de existir. Outro que não existe mais é Chandelle de doce de leite, meu favorito. Outro dia no supermercado só tinha Danone de doce de leite, edição especial, que não fazem mais, não sei porque, deve ser porque só eu gosto, e compro de vinte em vinte anos.