Tuesday, April 13, 2010

Pas de nouvelles, bonne nouvelles

Estou naquelas fases em que está tudo meio parado. Explico: depois de anos de sofrimentos dignos do Inferno do tiozão renascentista, minha vida aos poucos apresenta um aspecto normal, digo, normal dentro dos termos pandísticos de levar a vida.
Isso às vezes me dá uma certa frustração: queria estar com novidades incríveis, de quem acabou de ter um filho, ou foi viajar, ou publicou um livro pela Harvard Press. Não, caros leitores: nada disso ocorreu com a velha e asmática panda, que continua com seu jeito melancólico e com seu hábito de sofrer. Pelo menos, agora, tem umas horas que eu sinto que, lentamente, as esferas começam a se mover. O caso mais notável dos últimos tempos foi que eu fiquei no rádio fofoca com a Pri, plena Livraria do IFCH, e ela pintando de preto uma arara que achou no lixo, e eu perdi uma camisa branca, que virou de petit pois pretos. Também, num raro momento de fúria dantesca, bati meu carro no estacionamento do shopping, o que não ocasionou nada nem pro meu carro, nem pro da pessoa que eu bati, nem pra ninguém, graças ao bom Deus que está nos céus e que é Pai, e não Padrasto.
Minha nova mania é ler o Casa-Grande & Senzala, do Gilberto Freyre. Decidi que ia fazer um Programa Esclarecimento da Panda 2010, e que ia ler inteiro livros que li trechos na graduação, na pós ou por aí, nas quebradas da vida. Devo dizer que já surta resultados o Programa Esclarecimento da Panda, porque eu aos poucos tô me sentindo um pouco mais esperta. Nesse Programa, também pus como meta a leitura de vários jornais, e o que espanta é que, provando que eu tô mais esperta, eu tô achando todos os jornais iguais demais.
Ou seja. Pas de nouvelles, bonne nouvelles.

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