Wednesday, August 30, 2006

Vou-me embora para o Japão

Como diria Manuel, minha Pasárgada é a terra do Sol nascente.
Cinco minutos, Japão. Ruas cheias de gente com olhinhos puxados, o máximo da tecnologia, os jardins de pedras brancas e o Fuji. Maquiagem Shisheido e as garotas-colegial safadas e de cabelo verde, dobra esquina, uma senhora de quimono cinza.
Kyoto, e todos os palácios, o velho Gion, o bairro das gueixas. Comidas que você tem medo de provar e depois que prova não quer mais parar de comer. E todas as lojas, o metrô com o guarda de luvas brancas empurrando o povo pra dentro, pior que a Sé às seis e meia da tarde. E a língua, não entender nada, absolutamente nada, do que se escreve e do que se fala. Deve ser bom. Chá verde, misso-shiro, tudo eletrônico.
Meu pai morou muitos anos da Liberdade. Lá conheceu uma nissei. O cara ralou pra ser minimamente aceito pela família, com todas as ressalvas nipônicas aos gaijins. Depois, numa viagem de férias aos velhos Goytacazes, conheceu dona Meire na fila da Caixa Econômica Federal. Eu às vezes penso, e se meu pai tivesse se casado com a moça? Pau-rá-san, já pensou?
Vou-me embora para o Japão, lá terei o micro computador que quero, no sushi bar que escolherei.

Saturday, August 26, 2006

O fim do mistério

Graças à coisinha, ops, Vanessinha... o mistério dos bolinhos de chuva foi solucionado ( lembra da discussão????).


Manja o rótulo de Creme de Leite Nestlé? A pequena filósofa, lendo Schopenhauer e blog de amiga nas horas vagas, sabia da minha procura pela receita de bolinhos de chuva, vamos dizer assim, diferentes! Então, vou postar a receita do rótulo, eu, Vanessa e Thaise vamos experimentar, além de postar é claro:

BOLINHO DE CHUVA

1 lata de Leite Moça
1 lata de Creme de Leite
2 xícaras de chá de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó

Misture bem, até a massa ficar homogênea. Nas colheradas, forme os bolinhos e frite em óleo quente até que fiquem dourados. Polvilhe com açúcar e canela, faça um café bem forte, e me chame. Agradecimentos às leitoras e aguentadoras fiéis Vanessinha e Tata!!!!!!!!!!

Thursday, August 24, 2006

Porco a porchetta

Retomando o Meio, que ficou meio fora de foco...


Boas novas! Agora sou docente da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, vulgo PUCCAMP. Isso mesmo. Entrei para ministrar Estética e História da Arte, pro curso de Artes Visuais. Carga horária 4 horas, permitida pela FAPESP, ou seja... mas estou feliz, animada, na segunda-feira lasquei o Mito da Caverna do Platão e tudo mais. Terminei meu exame de qualificação, o Teia do Saber, e no italiano direto. A Itália vai rolar, e tudo o mais.
Agora, hoje retomei minhas atividades de mestre-cuca. Minha sogrinha descobriu algo ótimo, anotem: Filé mignon suíno. É uma delícia, o topinho do lombo, sabe como? Vem quatro numa bandeja dos congelados Sadia. Vale a pena. Hoje temperei o dito com um molho que inventei no carro, vindo pra casa depois da lezione di italiano. Guarda, bello: vinagre balsâmico, com água e açúcar, até retirar a acidez ( fui experimentando na colher mesmo) e alho. Embebi o porquinho nessa vinha d'alho, sal e pimenta do reino. Coloquei numa assadeira, com batatas passadas na manteiga Aviação e alecrim, pétalas de cebola e quartos de tomate. Asse. Servi com arroz com passas. Pra quem gosta da mistura doce-salgado, ácido-pimenta, olha, fica bom demais esse Porco à Porchetta.
Saudades de todos, apareçam, o Meio ressuscitou do purgatório dos blogs sem atualização!

Friday, August 11, 2006

Zica da fubica

Gente, eu tô rindo aqui, mas tudo que eu conto no Meio é verdade, acontece mesmo, então eu sei que muita gente já deve estar de saco cheio das minhas desventuras 2006 ( vocês entram aqui e só lêem plobreuma, etc)... mas é que hoje o negócio superou.
Há uns dois meses, eu tava com o Celo no escritório. A gente tem um colchão no chão, e o Celo pisou no meu óculos. O bicho ficou torto. Ontem, no mesmo colchão, eu pisei de novo, daí a haste foi pro brejo.
Detalhe: eu tenho sete graus e meio de miopia, meus óculos são muito caros ( 770 a lente sextavada fina, que me deixa com uma cara de pessoa normal) e eu só tenho um par, desde sempre.
Hoje, pus a lente de contato que ganhei de graça e sofri o dia inteiro com os olhos ardendo. Cheguei em casa e falei, não dá, vamos pro shopping Dom Pedro visitar a ótica e mandar fazer o raio do óculos novo em 500 prestações no cartão.
Saindo, na esquina de casa, no carro, vejo uma moça parada e um cara debruçado na janela do carro. Olhei aquilo e pensei, assalto. Sete e meia da noite, centro de Campinas, o cara bate na janela com a arma prateada. Levou 20 reais do Celo e meu celular de 90 pilas pai-de-santo ( pré-pago que só recebia).
Gente, eu sei, impressionante. Mas aconteceu. Moral da história: fui assaltada duas vezes nesse ano.

Tuesday, August 08, 2006

Boa noite, meu amor

Ando chateadíssima, problema em cima de problema, infelicidade, mal-estar geral e etcs. O lado bom ( vamos fazer o jogo do contente da Poliana) é que tenho uma passagem comprada pra Itália, e que minhas aulas tem sido boas. E eu descobri uma música, vagando pelo Orkut. É de um cara, um guitarrista, chamado Mike Pinera, e fez sucesso na trilha da novela Plumas e Paetês... segundo as informações, era o tema do personagem do José Wilker. É bem setentinha, meio Antena Um, mas tem sido legal pra mim, uma coisa afetiva. E por aí vai... se vocês tiverem curiosidade, eu posto aqui o link pra música.
Além dessa seventie's love song, descobri uma coisa. Que eu gosto, e preciso, pintar. Foi assim, depois de uma semana terrível, fui pra Teia do Saber. Teve uma atividade com uma modelo, uma moça belíssima, e rolou um clima muitíssimo legal, todo mundo pintando com guache preto e azul. E eu peguei o pincel, enrolado no bambu, sentei e saiu, uma coisa extraordinária.
Eu não pintava desde os meus 13 anos. Tinha uma professora acadêmica e horrenda, dona Odila. Ela quase me reprovou na sexta série porque eu fazia as coisas mais estilizadas, lembro que meu pai foi falar com a tal e ela me esculhambou, porque numa árvore feita a nanquim ela queria que eu fizesse todas as folhas ( a tal não conhecia Monet, vamos dizer assim)... também ocorria o fato de que eu não tinha dinheiro pra comprar os materiais caros que ela solicitava, sempre tendo que pagar o mico de pedir um pouco de tinta pras amigas. Minha maletinha de madeira, com o meu nome pirografado, vivia vazia, com lápis da Labra ( o que a docente, descendente da brava família Faber, não perdoava).
Como a gente perde tempo na vida porque outros nos sacaneiam... meu Deus, isso é impressionante, tem gente que faz muito mal pros outros. Ando meio revoltada, meio da pá virada, sem paciência com essas picuinhas infernais. Não ando bem, desde que voltei de Chicago estou sem paciência. Desculpem os posts revoltados e as discussões esdrúxulas, mas de vez em quando a vida é assim.