Como diria Manuel, minha Pasárgada é a terra do Sol nascente.
Cinco minutos, Japão. Ruas cheias de gente com olhinhos puxados, o máximo da tecnologia, os jardins de pedras brancas e o Fuji. Maquiagem Shisheido e as garotas-colegial safadas e de cabelo verde, dobra esquina, uma senhora de quimono cinza.
Kyoto, e todos os palácios, o velho Gion, o bairro das gueixas. Comidas que você tem medo de provar e depois que prova não quer mais parar de comer. E todas as lojas, o metrô com o guarda de luvas brancas empurrando o povo pra dentro, pior que a Sé às seis e meia da tarde. E a língua, não entender nada, absolutamente nada, do que se escreve e do que se fala. Deve ser bom. Chá verde, misso-shiro, tudo eletrônico.
Meu pai morou muitos anos da Liberdade. Lá conheceu uma nissei. O cara ralou pra ser minimamente aceito pela família, com todas as ressalvas nipônicas aos gaijins. Depois, numa viagem de férias aos velhos Goytacazes, conheceu dona Meire na fila da Caixa Econômica Federal. Eu às vezes penso, e se meu pai tivesse se casado com a moça? Pau-rá-san, já pensou?
Vou-me embora para o Japão, lá terei o micro computador que quero, no sushi bar que escolherei.

1 comment:
E com a Melissa Karim Hashid High, peloamor...
Post a Comment