Não bastasse o stress e certos graves dissabores das últimas semanas, eis que ontem o Hard Drive do meu laptop novo, que eu nomeei de Farfarello ( o nome de um dos demônios que seguem o terrível Malacoda e enchem as paciências do tiozão narigudo), mórrêu. Foi para o céu dos HDs.
Farfarello é novo. Fazia companhia, garbosamente, ao velho Caronte, com suas riscas azuis na tela e sua falta de teclas. Agora, Caron dimonio me salva novamente, porque Farfarello, apesar de bebê, deu um pau fenomenal, daqueles que eu vi poucas vezes nessa minha vida computadorística.
Moral da história: perdi toda a minha coleção de mp3s, um monte de coisas e principalmente, o trabalho nas últimas duas semanas. Eu tinha uns CDs de backup e o próprio Caronte servia de reserva para Farfarello. Mas até eu chegar em casa ( o ocorrido se deu em Indaiatuba, aos nove graus centígrados) e na casa do Celo, pra ver o que tinha ocorrido, achei que eu própria iria para o Inferno, fazer companhia ao Cérbero, Gerião, Farfarello, Malacoda e Plutão. Caronte me salvou na vala dos desesperados, e passei a nuit en blanche, recuperando de memória ( não da memória binária, mas da minha mesmo) os passos da panda nos últimos dias. O mais crucial foi todo recuperado e está salvo, agora, em novos CDs de backup.
Enfim, lá se foi o HD, e ficaram-se alguns dados.

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