Bom, gente, esse é meu último post em terras chicagoans. Estou sem internet e telefone novamente no apê, e ontem e hoje, correria dos preparativos. Doei algumas roupas pra não ter excesso de bagagem, vou deixar as toalhas e o cobertor Paraíba no cafofo...
Acabei de me despedir dos livros na minha charrel tão querida, aqui na Newberry. Entrei na Newberry hoje chorando, meu Deus, como vou sentir falta dessa biblioteca fofa e querida.
Hoje de manhã fiquei presa em casa, mais uma nevasca terrível se abateu sobre Chicago. Morreu muita gente na quarta-feira, num acidente perto do aeroporto, e hoje muita gente ficou presa de novo, no trânsito, em casa... eu saí e uma multidão na rua, de gente comprando comida, usando orelhão, enfim, tentando viver depois da nevasca.
Eu consegui sair de casa só duas e meia, corri no brechó das velhinhas fofas e deixei as calças muito largas, a jaqueta meio sujinha, o pijama, esse um farrapo, e corri prum orelhão, sabia que o Celo estava me esperando. Só posso dizer uma coisa, a Embratel salva a gente.
Newberry, Newberry. Os livros que tanto sonhei consultar. Artie, o Hooper, o Seurat, o Van Gogh, os Monet e as artes ameríndias. Ana e Gabriel, Oliakla, Daniel e Jen, os meninos gaúchos de W Chestnut... as beluga do Shedd, a amabilidade, as sixtie songs, o hot dog, a cor azul do Michigan, tudo isso vai estar no meu coração, pra sempre.

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