Monday, December 19, 2005

O equilíbrio possível entre todas as coisas

Hoje, Universidade Estadual de Campinas. O velho canavial transformado na universidade modelo.
Reencontrar amigos e o café expresso. Ansiosa e pior ainda, tomando café expresso. A sandália arrebenta, o coração com saudade de todos. Preciso trabalhar, preciso ser produtiva, e a luta contra a ansiedade. Natal, família, grana, sentimentos. Meu Deus, dez anos no canavial, e as coisas mudam devagar, devagarinho. Quando mudam.
Reencontrei Nancy e Betta, as duas grandes queridas. Ganhei as duas de presente junto da História da Arte. As grandes incentivadoras e companheiras, o que seria de mim sem vocês? Ligo no Paulo, no celular. Ligo no amigo advogado em São Paulo, antiga, antiga paixão, sempre ocupado e sério, enquanto eu dou risada. Tem coisas que nunca mudam, os laços e lealdades.
Todos dizem que estou mais magra, mais clarinha, muita neve e Chicago no meio. Como fiquei feliz, acertei no presente da Nancy, né?
O sentido se constrói. E a amiga distante, há tantos anos sofrendo pelo mesmo, rodopiando pelo mesmo, e eu, será que mudei? Tento pelo menos. Só sei que procuro o equilíbrio possível entre todas as coisas.

3 comments:

Anonymous said...

É a coisa mais linda!Acertou completamente, só que Kitty decidiu que é dela ( mas deixa que eu use ).
E eu é que tive a sorte de poder encontrar uma amiga tão querida e especial.Minha primeira lembrança:aquela conversa embaixo de um guarda-chuva: Gonzaga duque-duque Gonzaga?Já dava o tom do que vinha pela frente...

Maria said...

Eheheheh, Nancy, só você mesmo... e depois o Luiz ficou rindo a vida inteira da gente. Preciso postar sobre ele... eehehehe. Beijos pra Kitty, e pro tarô também, vc está me devendo uma jogada!

Anonymous said...

Minha amiga também querida (sempre será), apesar da ausência que entendo com a cabeça, mas não com o coração: eu rodopio, bailarina da perna furada, e tento como posso e sei. Tento sim. Não diga que não.