Thursday, November 10, 2005

E a tese, nada

Ando numa crise terrível.
Aqui, ali, e não consigo trabalhar direito. Li umas coisas foda aqui em Chicago, está uma revolução a minha cabeça. Preciso parir um relatório pra FAPESP, com pedido de renovação de bolsa e tudo ( ou seja, a hora da espada) e um exame de qualificação. Depois desse processo todo, em pleno verão brazuca, pedir uma borseta da CAPES pra ir pra velha Bota.
Enquanto isso, com esse cronograma bonito, em Chicago eu ando numa preguiça desgraçada. Só quero saber de passear, tirar foto de esquilo, beber Guiness e ver meus amigos, além de saracotear por museus e lojinhas. Descobri o óbvio, as promoções de roupinhas legais pra dar uma de bacana no verão desértico de Campinas, onde me internarei com Caronte na velha biblioteca do IFCH, que provavelmente estará com o ar condicionado quebrado.
Enquanto isso, dando voltas. Fui numa exposição sobre a Tropicália aqui no Museu de Arte Contemporânea, aqui do lado de casa. Trouxeram a Tropicália mesmo, do Oiticica, plantas lindas da Lina Bo Bardi, vestidos Rhodia, documentários, desenhos do Eichbauer para o Rei da Vela. Mas eu fiquei me sentindo estranha. Só depois descobri, eu senti falta de barulho! De música! Eles simplesmente não colocaram música tocando! Achei um absurdo, como falar de Tropicalismo sem música. Tudo bem que algumas coisas já me enfastiaram, mas peralá, precisa por Alegria, Alegria na vitrola. Os caras explicaram que você pode alugar um I-POD (????) com as músicas pra ver na exposição. Fiquei mais horrorizada ainda.
Enquanto isso, Art Institute cheio de coisinhas renascentistas bonitinhas e úteis pra minha pesquisa, e a Porpetta funcionando a todo vapor. Pelo menos ela e Caronte trabalham nessa casa.

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