Hoje tive um surto olhando o Seurat. Explico: pra quem não sabe, o velho Art Institute ( para os íntimos, Artie) tem os dois míticos Seurat, O Dia Chuvoso e A Grande Jatte. Lembra do Curtindo a Vida Adoidado? Pois é, o Ferriss mora em Chicago, cabula aula e vai pro Artie, e o Cameron surta olhando a Grande Jatte. E depois eles cantam Twist and Shout na velha Michigan Avenue.
Enfim, o Seurat. Depois dessa indicação pop.
Eu sentei na frente do Dia Chuvoso e da Grande Jatte. Depois, não tive ânimo pra ver mais nada.
Pra mim, o nome da Grande Jatte está errado. Deveria se chamar O Grande Enigma. O Dia Chuvoso é tão estranho, um espelho, você vem caminhando na chuva e dá de cara com os dois parisienses elegantes, burgueses, de 1877. O momento, o spleen.
Mas a Grande Jatte opera numa direção diferente e inquietante. Os personagens à primeira vista envolvem-se numa cena banal, mas existe uma relação de significados não-óbvios entre eles. Quem sou eu pra entender dessas coisas, e eu posso estar falando uma besteira muito grande, mas acho, dentro da minha burrice, que talvez o Seurat meditou sobre o problema forma/conteúdo e chegou numa solução diferente da encontrada, por um lado, por Cézanne, e de outro, por Van Gogh e Gaugin. Mas tudo isso pode ser viagem, como a do Cameron!

3 comments:
Dudu, eu achei interessante essa sua reflexão... Mas queria que vc desenvolvesse ela mais...O que seria a relação forma e conteúdo ai no Grand Jatte? E no Van Gogh, Cezanne e Gauguin? Estou curioso....
Beijos do seu,
Duds, eu só dou essa reflexão pra vc se vc me der beijinhos... hihihihi!
Vem aqui pegar sua boba...
:0*
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