Saturday, November 26, 2005

Na pindaíba, e em Chicago!

Pra completar minha tristeza pós-segunda neve, descubro que, como eu gastei o limite do meu cartão de crédito, até dia 5, vencimento da fatura no débito automático, estaria sem dinheiro.
O detalhe é que estava contando que, com o fechamento da fatura desse mês, eu pudesse sacar grana do cartão... tenho comigo 15 dólares, nesse exato momento.
Explicando: eu vim pra Chicago com grana da Reserva Técnica, da FAPESP. A FAPESP dá o dinheiro todo pra você, e você que se vire nos 30 pra trazer pro exterior. E você continua recebendo a bolsa no Nossa Caixa Nosso Banco, que não tem convênio nenhum com nenhum banco no exterior, e nem preciso dizer, agência nenhuma em lugar nenhum. Diferentemente do Banco do Brasil, em que você pode comprar coisas no Visa Electron, e tem agência em tudo quanto é lugar, a Nossa Caixa só oferece Cartão de Crédito Internacional, com limite baixíssimo.
Vim com a grana da Reserva em travelers, gastos em quase sua totalidade no pagamento do aluguel do cafofo, e coloquei a fatura do cartão no débito automático, todo dia 5. Segurei a barra por dois meses e comprei apenas Porpetta, que estragou o limite do cartão desse mês.
Moral da história: liga eu em plena neve pra Central de Cartões Nossa Caixa. Depois de quatro telefonemas infernais, consigo a informação que talvez, talvez, ligando pra minha agência, eu possa adiantar o pagamento da fatura do cartão, e depois de dois dias, ter o dito liberado. Sim, porque o dinheiro está na conta. Intocado. Até aí, vou viver como uma flagelada. A minha sorte é que sou prevenida e sempre tenho mantimentos em casa. Resquícios do tempo que a coisa era tão preta que nem dinheiro na conta eu tinha, quanto mais cartão de crédito e máquina digital.

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