Sunday, June 17, 2007

O Sole Mio

Vamú combinar, não tem nada mais cafona do que a Itália. Não, gente, não tem: macarronada, chaveirinho da Torre de Pisa, o nariz da galera, música do Pepino di Capri, tudo é muito farofa. E as barraquinhas de bugiganga, que sempre tem uns aventais de cozinha com o Davi do Michelângelo superdotado? E as filas intermináveis pra ver o que é a Disneylândia do mármore?
Eu essa semana continuei minha saga tese, lendo sobre Guido da Pisa, comentador do tiozão narigudo e personagem já citado no Meio da Picada, ops, Caminho, e a relação entre Van Eyck e Masaccio, além de terminar e entregar dois pareceres de livros infanto-juvenis. A autora se chama Angela Nanetti, medievalista formada em Bolonha, e professora de crianças e adolescentes durante muitos anos. Nanetti passou a trabalhar, em 80, numa coleção de livros para filhos e netos de italianos no mundo, lançados pelo indefectível Ministério das Relações Exteriores, e depois passou a publicar vários volumes pela Einaudi. Ainda não tem nada dela publicado aqui no Brasil, e os dois livros que eu li são muito, muito bonitos.
Então eu acho que as digressões inglesas dos últimos dias foram uma resposta do meu subconsciente à invasão da esquadra azzurra na minha vida. Porque a Itália é cafona pra burro, mas vicia ( dizem os gringos que o Brasil desencadeia um processo parecido na mente do indivíduo).

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