Conversei, conversei, conversei com o Celo e chegamos a uma conclusão: o gatinho sambista ficaria aqui, provisoriamente. Seguinte, gente, não estou em condições financeiras, psicológicas, físicas, pra cuidar de um bichinho. Não agora, não neste apartamento e não neste final de tese. Sofri muito. Mas resolvi ligar pra associações e fui muito maltratada. O cara do CEMA, serviço de proteção aos animais da Unicamp, falou literalmente que o problema era meu, que se eu tirava o bicho da rua, a questão não era deles. Sei que muita gente abandona muitos animais todos os dias, e que associações e outros tipos de serviço não tem condições de arcar com a responsabilidade de todos os animais do mundo, mas também não precisa maltratar quem acolheu um bichinho da rua.
Depois de muitos telefonemas, e todos me tratando muito mal, como se eu fosse uma criminosa, consegui através do site do IVVA o telefone de uma clínica veterinária conveniada, que deixou meu nome numa lista. Uma senhora ligou, hoje, querendo o Adoniran. Eu e Celo fomos levá-lo ao seu novo lar, no Taquaral. Enfim, gente, a colaboração do Adoniran termina por aqui. Ele foi pra seu novo lar, com nova mãe e irmãozinhos, gente grã-fina, e que obviamente irão chamá-lo por outro nome. Não importa, a vontade de ter um bichinho permanece, eu só preciso estar melhor e mais equilibrada pra isso. Pelo menos o salvei, cuidei dele nos primeiros dias e ele estará no lugar certo!

2 comments:
Ué, se o bichinho estava na rua e terminou em uma casa bacana, final feliz.
Pois é, pelo um final feliz, nesse meio. Beijos.
obs) hoje vi mestre Josué e mestre Sérgio. Bom vê-los.
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