Eu hoje remeti um cartão postal pra minha melancolia, ouvindo Strangers in the Night, dizendo que o Frank podia ser picareta, mas quem não é quando se trata de amor, quem não trapaceia, quem não sofre. É melhor errar do que nunca ter vivido.
Eu hoje mandei carta expressa pro meu coração, pra ele bater mais forte porque eu preciso de mais sangue, mais oxigênio, que o que passou passou, e o que conta é o futuro, pra ele ficar de sentinela no posto mais avançado dos limites do meus territórios, mandei dizer que let it be, o que é do homem o bicho não come e todas as verdades do universo dos sentimentos, porque a vida taí, porque tem muita gente que me esquece mas muita gente me ama e no frigir dos ovos a a alegria é a prova dos nove, ainda mais com o Frank nos meus ouvidos.

6 comments:
Acho que vc deveria escrever uma outra carta ao tempo...assim como a Nana...
Resposta ao Tempo
Nana Caymmi
Composição: Aldir Blanc/Cristovão Bastos
Batidas na porta da frente
É o tempo
Eu bebo um pouquinho pra ter argumento
Mas fico sem jeito, calado, ele ri
Ele zomba do quanto eu chorei
Porque sabe passar e eu não sei
Num dia azul de verão, sinto o vento
Há folhas no meu coração
É o tempo
Recordo um amor que perdi, ele ri
Diz que somos iguais, se eu notei
Pois não sabe ficar e eu também não sei
E gira em volta de mim
Sussurra que apaga os caminhos
Que amores terminam no escuro
Sozinhos
Respondo que ele aprisiona, eu liberto
Que ele adormece as paixões, eu desperto
E o tempo se rói com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor pra tentar reviver
No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, e ele não vai poder, me esquecer
Respondo que ele aprisiona, eu liberto
Que ele adormece as paixões, eu desperto
E o tempo se rói com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor pra tentar reviver
No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, e ele não vai poder, me esquecer
No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, ele não vai poder, me esquecer
Linda, eu adoro essa música. Tá por aí, meu sentimento, no dia de hoje. Obrigada pela leitura, pela música, pela amizade. Beijos mil!
O gosto da maçã
A proibição dava a maçã gosto ainda melhor do que de fato tinha.
Mas afinal, percebeu-se que a pêra era muito mais suculenta e doce. Maçã, antes proibida; agora fruto do trabalho e prato freqüente: só a maçã, torta de maçã, suco de maçã, purê de maçã, maçã amassada... Que maçada.
A criminosa e o cúmplice carregavam a culpa.
Mais do que a pena imposta pela eternidade, o que mais aborrecia era a lembrança do prazer efêmero. Passou tão rápido. E o gosto nunca mais foi o mesmo.
A proibição dá à maçã o gosto.
Uma vez: proibida, sensual, natural e divina. Não mais.
Agora: de estimação, interna e adestrada. Cultivada com adubo.
Adubo ou ração, a razão alimenta a culpa. E a natureza da culpa deixa a ordem paternal do Não. Racionalizada, a culpa é incorporada. É nossa. Mais do que mera conseqüência do exercício simples do livre-arbítrio, torna-se resquício do instinto animal. Só a Razão salva. E o Direito redime. Antes dois pai-nossos e três ave-marias; agora dois meses de reclusão ou multa.
Mas a maçã ainda seduz. Seu gosto perdido e incerto, doce e saudoso, formado pela curiosidade e pela experiência única de cada mordida. Transgressão e êxtase. Talvez não.
De qualquer modo, se põe a vontade. A macieira há. A mão esquerda de Deus a planta, colhe e oferece. O todo somente se completa com o sentido d
o gosto da maçã.
Querido (a) anônimo (a),
Obrigadíssima pelo lindo texto da maçã. Pois é, às vezes o cérebro vai prum lado, o coração pro outro, e o desejo se acostuma, porque tudo nesse mundo se acomoda.
Mas no caso desse post aqui, a coisa é mais simples. É tristeza mesmo. Daquelas simples na sua expressão. De qualquer forma, mais uma vez obrigada pelo comentário!
coisinha linda!
Beijos a todos!!!!!!!Hihihihi!
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