Friday, June 01, 2007

Do trabalho e dos dias

Tese. Caderno de Imagens. Tenho umas cem imagens pra nomear, pôr na ordem, comentar. E ainda falta a metade. Fiz tudo num Power Point, porque realmente, travar o Word é de lascar. Trabalhei em pequenos trechos essa semana. Eu costumo ler trechinhos em voz alta, e vejo se está com uma sonoridade boa. Vejo onde faltam notas, essas coisas. Mas vai tudo muito lento, muito, muito, muito lento. Gostaria de ir mais rápido. Fiquei meio deprimida porque li num post de fevereiro que eu estava empacada na página 200, e vocês não acreditam, desde então eu mais cortei e arrumei que avancei.
Frio. Muito frio. Eu dormi com um edredon, dois cobertores, um pijama, duas meias e um pulôver que uma amiga comprou num brechó, e eu herdei. Sonhei que estava diante de uma casinha muito velha, mas muito bonita, mas era uma casinha muito velha com o formato do prédio do SAPPE (???). Alguém me mostrava a primeira edição do livro de um cara que eu acho o máximo, e tinham uns bonequinhos na capa. Pois bem, o cara saiu do prédio: era a casa dele. Levei um susto, fiquei envergonhada e quis fugir subindo no telhado ( ???). Mas eu me desequilibrei, e caí. O telhado era baixo, e ele me amparou, num abraço. Acordei quentinha. Bom levar um abraço fraterno, de quem a gente admira, no frio.
Os sequilhos fizeram um sucesso danado, acabaram antes da vontade de todos. Ontem uma sacanagem foda deixou de acontecer no IA, isso porque acordei e vi que o Serra havia modificado os decretos. E hoje fiz panela de brigadeiro, pra ornar com a sopa de legumes com macarrão cabelo de anjo.
E uma amiga muito querida me contou que, quando a coisa ficou muito preta depois de uma separação, ela foi morar nuns prédios que existem quase na baixada do Glicério, em São Paulo. Esses prédios ficam numa rua, chamada Almeida Torres, se não me engano. É um conjunto imenso, feio, construído pela Oban na década de 70 ( caixotões). Os prédios tem nome de óperas do Carlos Gomes, incluindo as de temática italiana. São cubículos, e alguns nem janela pro exterior têm; essa minha amiga é pintora e tem dois gatos. Eram ela, os gatos e os óleos que nunca secavam. Ela resolveu namorar um cara. O cara, de cueca, ia pro banheiro, de cimento queimado: esbarrou num óleo vermelhão, a cueca sujou de tinta, o cara quis lavar e ficou rosa. Detalhe, era casado o sujeito. E ela pra se desafogar das mágoas, leu numa revista um dos jantares do Titanic, e resolveu torrar todo o dinheiro que tinha e que não tinha e fez pra amigos queridos o jantar do Titanic ( foie-gras, vinhos, ensopado, terrina de pato, etc e etc). A gente riu muito, e um amigo que estava presente ( na conversa e no jantar Titanic) confirmou todas as histórias e ainda acrescentou uma teoria: Eu não posso, mas mereço.
Fiquei emocionadíssima com as histórias da minha amiga. Porque nesses prédios, durante anos, moraram meus avós, depois que um AVC tirou a capacidade do seu Armando de lavar escadas, no alto do Cambuci, perto de Alfredo Volpi e onde a panda deu seus primeiros passos.

6 comments:

Anonymous said...

E eu ainda to aqui, esperando a receita dos ditos cequilhos...
Perere

Maria said...

Ai, ai! Que furo! Já vai, meu querido ser folclórico!

QVINTVS FABIVS PICTOR said...

Bem "hesíodico" (sic) este título...

Maria said...

E como diria Aristóteles, o homem é um ser político. Logo passemos à receita do sequilho! Obrigada, meu caro senador ( ou general de tropas na Gália?)...

Na Prática said...

Meu Deus, o maluco vestido de romano migrou para outro blog! Agora, não é por nada não, mas este post ficou bacana.

Maria said...

Dã? Quem é esse romano? O Fellini?

Esse foi um post sei lá mil coisas, entende? Tipo Caetano, ou não.