Saturday, June 23, 2007

De tanto levar...

Olha, gente, apanhei do Adoniran.


Ontem o bichano teve um desarranjo intestinal e fez um estrago na minha cama, num momento que ficará na minha memória para todo o sempre. Depois, hoje de manhã, ao se ver privado do leite que causou o supracitado desarranjo, o sambista invocou com o pufe verde da sala e demarcou o território duas, duas infernais vezes. E taca lavar pano, passar produto químico destruidor, estressar até o último fio de cabelo e pensar, meu Deus, joguei chiclete na cruz e vou dar solda cástica, como diz seu Edmílson ( meu prestativo e amigo zelador), pra esse filho da mãe e pra mim, que tive essa bendita idéia de trazer esse maloqueiro pra casa.
Mas depois, o compositor de Tiro ao Álvaro do mundo felino se acostumou com a idéia de caixinha de areia, uma louca desesperada atrás dele, e ficar entre a sala, a cozinha e a área de serviço, onde tem sua maloca. O senador romano que acompanha o blog afirma que ele e o sr. Na Prática criaram uma teoria para tais eventualidades, mas não fui informada a tempo de tais exercícios de pensamento, no entender de Wittgenstein, e na área de serviço ficam a água, a ração, o banheiro e uma de suas muvucas ( o cara adora um cantinho sinistro pra se enfiar).
Enfim, mas Dani, uma de minhas assessoras para assuntos felinísticos, informou-me gentilmente que é normal tudo isso, e Yna e Ná vieram pra um dos lanches mais gostosos que tive na vida ( um luxo, o Celo providenciou um vinho maravilhoso e a paciência necessária para lidar com o baby cat, Ná fez uma torta de banana destruidora e Yna trouxe pãozinho de ervas e com a única corrente de crochê que fiz na vida, um cordãozinho pra pessoa se divertir em suas festas no apê). Até trabalhar na tese trabalhei.
Pois então, caros leitores do Meio. Agora rezem para Adoniran se habituar ao seu banheiro e não fazer necessidades fisiológicas em lugares como minha cama, meu sofá e principalmente Caronte, porque senão o barqueiro do Inferno travará e minha tese irá para o lixo. Rezem para que meus dias sejam limpos e que eu não tenha que apanhar tanto, porque nobody deserves.

8 comments:

QVINTVS FABIVS PICTOR said...

Boa sorte nega. Provavelmente lhe eviaremos uns questionários para comprovarmos (ou não) a eficácia do método. Sinta-se a vontade para citar-nos em revistas indexadas.

http://romanneurotics.blogspot.com/2006/07/canis-eratostinalis.html

QVINTVS FABIVS PICTOR said...

http://romanneurotics.blogspot.com/2006/07/
canis-eratostinalis.html

o link ficou cortado no comentário acima, culpa dos programadores do blogspot. Como diria Adoniran, little black is fuck.

Maria said...

Olha, agora eu vim almoçar na casa dos pais do Celo. Ele ficou lá na muvuca dele. Antes, fiz um passeio demonstração pela casa e ele quase fez xixi na cama. O homi do Jaçanã é atacado. Beijos!

Unknown said...

Ahhhh!!! GATINHO, Eba!
E já dando trabalho. Coloca o Adoniram p. morar no banheiro por um tempo, igual ao Iggy, hehe.
Falando nisso, que mania esse povo tem de dar nomes de cantores p. gatos, heim?

Beijinhos

Unknown said...

Adoniran com M é duro, heim.

Na Prática said...

Paulinha, a teoria em questão foi elaborada quando o Pudim, meu cachorro, era pequenininho, e eu notei que quando eu movia o local em que ele comia, o local em que ele fazia suas necessidades se movia mais ou menos a mesma distância. O problema é que o raio de ação cresce muito quando o sujeito cresce, de maneira que eu acho que, se dependesse do Pudim, hoje em dia ele iria ao banheiro mais ou menos uns seis metros para fora da janela.

parabéns pelo gato!

Anonymous said...

Pois é. Eu sugeri ao naprática a continuidade do trabalho, através da estimativa do incremento delta-xis do vetor distância tomado à partir da origem (o cruzamento do cardo cagatorialis com o decumanus cagatorialis) mas ele não me ouviu. Disse que precisava de mais verbas para a pesquisa, coisa que o Serra de então (um terrorista árabe chamado Al-Kimin) não deu.

Maria said...

Brigada pessoas! O Método Vermeersch de adestramento de gatinhos sambistas está sendo testado, sem subsídios do governo estadual. Veremos.