E eu precisava dar dois, três telefonemas, marcar uns encontros, essa semana. Ontem, fiquei em casa, e aconteceu uma coisa maravilhosa, duas boas e uma ruim. A maravilhosa é que eu fui ao médico e está tudo bem comigo, tudo lindo, tudo azul. Dr. Antônio me examinou e falou que eu está tudo na mais perfeita ordem comigo. Saí do consultório, passei na Francisco Glicério, na frente da Matriz de Nossa Senhora da Conceição, nome de batismo da minha avó materna, e derramei uma lágrima por isso. Lindo, fui ao supermercado plena da mais delicada e linda vontade de viver.
As duas boas é que dois textos que eu escrevi/traduzi foram lançados, e as pessoas queridas que me arrumaram esses trampinhos lindos me contactaram, via emails que foram vistos porque limpei o Hotmail das porcarias acumuladas por três meses, pra me dizer pra buscar os livros. Aliás, na semana que vem, sexta-feira, dia 23, às 19 hs, estarei num debate sobre o Catálogo do Museu de Arte Contemporânea de Campinas, o velho e agora reestruturado MACC. No Catálogo, escrevi sobre os Portinari do acervo.
A ruim, é que bati num muro, numa impossibilidade. Era uma coisa tão simples, e eu não consegui. Era uma coisa tão boa, e virou uma tristeza, uma aflição medonha, daquelas tão fundas que no sono, some, mas no primeiro momento do despertar, vem com toda força estrangular o peito da gente. A pimenteira daqui de casa secou, e amigos legais me falaram, que beleza. Então, senti/pressenti e digo aos sete mares: invejosos de plantão, gente mesquinha e pequena, essa semana eu consegui me sentir como vocês, ou seja, no chão. Eu que estava alada e frágil, porém alada. A culpa não é de vocês, não se sintam tão poderosos assim: o mal é algo que se nutre de si mesmo. Mas não tem importância, prossigo no velho esquema vão-se os anéis, ficam-se os dedos, e modéstia às favas, possuo lindos dedos de pianista.

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