Sunday, March 25, 2007

I can't help myself

Em primeiro lugar, o Celo já está bem, em casa, e ontem até jantar japonês encarou. Fiquei super feliz de estar com ele nesse momento, com a coisinha, ops, Vanessinha, e o Lelê. A gente estava alegre, e entre sushis e refrigerantes light, comemoramos a volta do ursinho.
Porque, vamos combinar, essa semana foi uma das mais difíceis que já tive. Juro mesmo. O Celo ficou hospitalizado, da UTI saiu na quarta, e enquanto isso na sala de justiça a panda teve que encarar uma barra pesada. Se não fosse Dani Nenem, Vanessinha, Lelê, Ema, minha mãe, etcs, enfim, se não fosse a guarda montada canadense, acho que a panda teria ido parar, ela própria, no hospital.
Ontem e hoje de manhã, pensei nas trocentas coisas chatas que preciso fazer, num alívio que vocês não imaginam. Eu não queria me queixar, queria escrever pra vocês que está tudo bem, que eu vivo um dia de cada vez, que entre mortos e feridos salvaram-se todos. Até ganhei uma multa porque estacionei em lugar proibido, em plena Unicamp, e alguém bateu ou eu bati, sei lá, tá lá a lataria do Gerião amassadérrima, coisa de filme, sabe? E que eu fiz tudo o que podia, supermercado, palestra, cabelereira, ver ursinho no hostipal ( ops) e lançar livro.
Pois é, a panda começa a atacar no mercado editorial brasileiro. Escrevi textos sobre três Portinari que temos no acervo do Museu de Arte Contemporânea de Campinas José Pancetti, vulgo MACC Campinas. E esses textos foram publicados num livrinho, lançado entre amigos e colegas na sexta. Eu ainda consegui desencavar uma blusinha na Renner, que não sei como vou pagar, pra aparecer no vídeo do lançamento ( além de escritora, a panda ataca agora de VJ da MTV, uma coisa pop, entende?).
E ontem, com o Celo de volta, todo fofo e serelepe, eu pude relaxar e ouvindo "Band of Gold", do Sylvester ( trilha sonora da novela Guerra dos Sexos), me lembrei da minha vizinha fofa de Chicago. A carinha querida dela ia e voltava, e um bolinho recheado que era um crime e que eu comprava na Walgreen's, assim como uma melodia, lá do fundo da memória. Tentei cantar pro Celo, mas eu não lembrava de nada, nada, e ele rindo. Só lembrava do início da música, cuja melodia parece com a da "Band of Gold", o final do refrão, "and nobody else", daí fica difícil. Mas depois eu consegui juntar as peças, Freud explica. A minha vizinha fofonilda de Chicago me chamava de sweetheart, honey e de honey bunch. Honey bunch era o bolinho recheado, tipo uma Ana Maria mais perversa, e o refrão dessa linda sixtie song começa com "sugar pie, honey bunch"! Graças ao Carioca, da super comunidade Antena 1 RJ, taí pra vocês. 'Morning, honey bunch!

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