Em primeiro lugar, eu tô em plena atividade na barraca de correio elegante da panda. Hoje, três amigos muito queridos, amados e tal, estavam com seus problemas sentimentais a toda. O problema é que eu não dei conta, pifei. Primeiro, porque ando muito, muito pensando nessas coisas, e segundo porque tese, fim de bolsa, relatório FAPESP, dente quebrado, privada quebrada... pifei, pifei. Só não pifei total porque Deus enviou Jujuba, Luís Fernando, Beto, Senhor e Lori. Moral da história: não vai dar mais pra levar barraca de correio elegante, tese, e tudo o mais, conjuntamente. Encerrei as atividades de consultora sentimental, não tô podendo nem pra mim. Estou numa ansiedade monstro, como em poucos momentos da minha vida, sofrendo ainda com as coisas do ano passado, meio depressiva, triste, melancólica e com dois capítulos pra escrever.
Eu no almoço pensava tudo isso, vendo minha amiga triste. Não deu. Me senti péssima, Jujuba me salvou e me acompanhou no que eu realmente precisava fazer, o que eu tinha que fazer, por mim, infelizmente às vezes eu preciso fazer coisas, pra mim. Não acho que o mundo deve girar ao meu redor, não acho que quem eu amo precisa me pôr em primeiro lugar, EU preciso me pôr em primeiro lugar. Ando insegura pela hora da morte. Mas não posso querer dos outros a solução. Sei lá, eu tô vivendo num countdown fudido, e aí tudo vira bosta, como diria Rita Lee. Tudo vira. Até o que seria o melhor da vida. Até o que seria o meu melhor. Até o momento mais importante, mais decisivo, pra mim, pra mim. E eu deixo passar muitas oportunidades, muitas chances de ser feliz. E lá se vai mais um dia. E eu que vou ter que correr atrás do prejuízo. Enfim. E quando eu fico assim, eu me escondo no meu bambuzal. Não, dessa vez, não, eu vou correr atrás do que eu realmente quero. Mesmo que pra isso meus amigos queridos fiquem, por uns tempos, em segundo plano.

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