"Apelli fuit alioqui perpetua consuetudo numquam tam occupatum diem agendi, ut non lineam ducendo exerceret artem, quod ab eo in proverbium venit".
Nulla dies sine linea.
Acima de tudo, era um costume regular de Apeles nunca deixar um dia ser tão ocupado a ponto de não praticar sua arte desenhando uma linha que fosse, o que se transformou para ele um provérbio: Nenhum dia sem uma linha.
Plínio, o Velho. Historia Naturalis. Livro XXXV, 84-85
Graças ao Celo, o ursinho arqueólogo, achei essa citação. A tradução, livre, é minha, em cima do inglês britânico do H. Rackham, da edição da Loeb. Apeles foi o principal pintor grego, e messer Sandro Botticelli foi considerado, por seus contemporâneos, o Apeles moderno. No Proêmio de seu Commento Sopra La Comedia, Cristoforo Landino cita Plínio sobre a arte grega, e dos gregos passa diretamente para Cimabue, Giotto e os artistas florentinos já falecidos em 1481, ano em que escreve. É interessante pensar que um artista próximo ao comentador estava a caminho de uma consagração tão absoluta, ser chamado pelo nome de quem, segundo Plínio, "Verum omnes prius genitos futurosque postea superavit Apelles Cos olympiade centesima duodecima", ou "Mas foi Apeles de Cos que superou todos os pintores que o precederam e que existiriam depois dele; e ele nasceu na 112o Olimpíada", aproximadamente de 352 a 329 a.C.

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