No dia triste e chato de ontem, peguei por acaso, na biblioteca do IEL, as Poesias de Stéphane Mallarmé, edição e tradução de José Lino Grünewald, Nova Fronteira. Li um poema que achei belíssimo, mas não sei porque, me deu vontade de fazer uma tradução livre, diferente da do Grünewald. Isso é de uma petulância extrema, porque não sei falar nécaras de francês, e Mallarmé foi Mallarmé, Grünewald Grünewald e tal. Então, vocês me perdoem, mas o que me consola é que essa petulância minha não sairá do Meio, prometo.
"Me introduzir na sua história
É como herói espantado
Se o calcanhar havia tocado
Qualquer grama do território/
Às geleiras atento
Desconheço o pecado ingênuo
Que tu não proibirias
De rir bem alto sua vitória/
Diga se eu não sou feliz
Eixos no meio e rubis
De ver no ar que o fogo traz/
Com os reinados nas relvas
Como morrer púrpura a roda
No vir das minhas carruagens"
O traço é pra separar os versos, esse Blogger não colabora quando o assunto é poesia.

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