Sonhei que fui morar na Amazônia. Era uma cidade como Veneza: rios afluentes do Amazonas eram canais, casas construídas na beira das águas profundas, escuras e cheias de vida. O sonho trazia três momentos distintos, mas simultâneos, e aqui vou narrar na seqüência ( eu tava lidando com a seqüência dos desenhos do Botticelli, ontem, de trás pra frente, daí minha confusão mental).
Eu fui morar lá e o Celo foi comigo pra ajudar na mudança. Ele achou uma casinha que era uma mansarda, ou seja, o porão de uma casa enorme, no fim de um desses canais, parecida com o meu puxadinho em Pisa, Via del Marche. A casa era de uns senhores muito de idade, sentados, imóveis, na varanda enorme, meio bravos que me olhavam de cima, três senhores conservadores e machistas ( lembro que pensei isso no sonho). A casa era muito cheia de gente, bonita e confortável, e eu vivia no fundo, onde passava outro rio e onde eu ancorava meu barquinho. Minha mãe foi me visitar. E depois eu fui buscar, no porto do lugar, depois, a figura do email da semana passada ( me respondeu e tá tudo OK). Eu estava feliz por remar meu barquinho, e levar a tal figura pra minha casa, e eu remava e o sol batia no meu rosto, e muitos pássaros cantavam e muitas pessoas olhavam, nas casas coloridas dos rios imensos mas mansos, cheios de vida, cheios de sentimentos e mudanças. E acordei numa felicidade tão imensa, tão profunda, tão serena, ouvindo os pássaros do Bosque e com o quarto cheio de luz.

4 comments:
Um comediante americano, Daniel Tosh, diz que o risco de contar um sonho e' o de parecer retardado no meio da historia, porque raramente sonhos sao coerentes. Mas literalizado assim fica ate normal. So faltaram os mosquitos. Agora, confessa ai, tudo isso foi so pra usar a palavra "mansarda", nao foi?
Eu tô feliz porque agora vou usar outra palavra: SACRIPANTA!!!!!!!
Beijos, seu chato!
Essa eu tive de olhar no dicionario.... Que vergoha. Nao sei se fico com velhaco, patife ou indigno. Chato, ok. Ja estou acostumado. E ja sei desde criancinha.
Depois te mando a rotina do Tosh, e' hilaria!
Pelo menos, você consulta o dicionário. O que eu já peguei de gente ( aluno, colega) que tem vergonha e/ou preguiça de consultar o velho pai dos burros... agora nesses em versão on line, fica até difícil. Eu fico com o meu velho Aurélio, capa de couro e letras de ouro, totalmente desatualizado e politicamente incorreto, ao meu lado a todo instante. Mas me recuso a me desfazer dele, assim como a Bíblia que vinha de brinde com a Enciclopédia Barsa, porque com o sobrenome constituem a herança do seu Pedrão, meu digníssimo genitor.
E também adoro as palavras dos contos do Machado. E eu adoro uma música dos anos 60 que se chama "O Boêmio Demodé". Hahahahahhaha... e eu falo "o que arde cura, o que aperta segura"...
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