Monday, August 20, 2007

Da cafonice do amor

Dia desses, na biblioteca do IEL, li um livrinho do Flávio Gikovate sobre o amor.

Sei que o Gikovate, bem como a psicóloga que citei, da revista Caras, são pop, daí entendo a cara feia de alguns leitores. Mas o amor é pop, cafona, brega, sem noção, mesmo. Então tudo bem. O Gikovate dizia que o sofrimento é inerente ao amor, e que amor é algo que dói mesmo, sofrimento de amor não é besteira. Bem sei eu.
Sofrer de amor é estar pela metade, incompleto, latejante. Não adianta, como eu disse outro dia, "se amar primeiro pra amar o outro". Não. O amor por si surge no amor pelo outro, na sua plenitude. Quem ama pode, um dia, a vir a se amar. Mas é necessário o descentramento primeiro.
Daí, minha delicadeza e atenção aos atos e desvarios de amor. Gosto de pensar que vivo sob o signo de Vênus, por conta do tiozinho barrilzinho: a alegria, o prazer, a vivacidade, o sexo, o melhor da vida vindo à praia, nas palavras de Homero. Sou boa confidente, percebo que muitas pessoas vem contar pra mim suas agruras, e gosto de dar conselhos. Também gosto de amar, já tive grandes paixões, todas obviamente fracassadas mas que me fizeram mais eu. Errei. E erro. Fazer o quê, né? Se chorei ou se sorri, o importante, como diria Roberto...

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