Passei os últimos dias meio mal, ansiosa demais. Dor de cabeça, de barriga, de tudo. E pra piorar veio o aviso do DETRAN, multas tomadas na semana que o Celo tava no hospital. E questões pessoais dolorosas.
É chato a gente saber que tem gente que fala mal da gente. E no caso, soube que disseram que eu precisava me tratar ( essa foi a expressão que usaram). Que era doida. E eu tô me tratando, eu tô enfrentando os meus problemas. É chato ser acusada, é chato ser sugada e invadida. No final, essas pessoas não pagam minhas contas, não sabem da dor e delícia de ser eu. Chato porque como bem diz Chico, pra essas pessoas eu fiz o bem, emprestei dinheiro, então elas tem motivo pra falar de mim. E eu tô, como diz ele, injuriada.
E de repente, no meio disso tudo, como sempre, pintam momentos legais. Pessoas legais, surpresas delicadas, transas, comunhões, planos de vamos fugir, qualquer outro lugar ao sol, qualquer outro lugar ao sul. Utopias? Utopias. Impossíveis horizontes? Como eu disse pro André, no final da tarde escuro, planos longa duração, citando Braudel. Posso ser doida, equivocada, nervosa, angustiada, mas sempre há uma esperança de vamos fugir, give me your love.

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