E hoje eu acordei atrapalhadíssima. Minha mãe quando quer passar aqui, passa muito cedo, contrariando meus hábitos notívagos. Ontem eu fiquei na luta com a Ema, a ajudando numa tradução, o inglês Tabajara das duas não ajuda e eu com o caderno de imagens no pepino.
Estou atrapalhadíssima, portanto. Fui dar aula no sábado nem sei como, Van Gogh, Cézanne e Gauguin. Bom, pelo menos os três eram confusos também, perdidos, sofridos e ferrados. Entre sujos e mal-lavados, salvaram-se todos, inclusive meu edredon. Resolvi lavar caseiramente meu edredon, evidente que na zona da semana zicada esqueci o dito na máquina, e o bicho tava exalando um dos piores cheios da história universal. Lavei de novo duas vezes e pus pra secar no clima desértico de Campinas. Funcionou. Tá cheiroso e bem lavado.
Penso que se deve tentar de novo, sempre. Põe mais sabão em pó, ajeita-se um amaciante melhor. Mas não se deve deixar de tentar. De viver. Mesmo que seja sofrido. Mesmo que custe. E mesmo que a gente fique assim, o pó da rabiola.

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