Thursday, May 17, 2007

Vivi e a torneira

Nesses anos que perambulei pelo IA, o glorioso (???) Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas, aconteceu uma coisa muito incrível.

Eu, nos meus anos de graduação, gostava muito de alguns professores. Gostava mesmo, admirava, mas tudo de longe. Sempre fui muito tímida, e nunca gostei de puxa-saquismo, então fiquei mais amiga dos meus mestres na pós-graduação.
Pois então, eu achava que uma distância intransponível existia entre professores e alunos. E na hora que virei professora, que por acaso foi no IA, conheci algumas turmas de pequenos pandas-pintores, desenhistas, cartunistas, louquinhos em geral. E alguns desses pequenos pandas se tornaram amigos no orkut, no msn, na vida.
A Vivi foi um desses casos ( Mário, Filipe, Júlia, Natália...). Ela era quietinha, quando assistia o famoso Paula e Paulo Talk Show ( a aula pro primeiro ano que, fenômeno, dou junto com o Paulo). E ela entrou no meu orkut. E depois no msn. E ontem eu conheci a toca da pequena panda-artista-leitora-companheira de msn.
Pra começar, eu me atrasei uma hora, porque fiquei perdida em meio a emails, telefonemas, tese. Liguei e me desculpei, e ela rindo. Saí de casa correndo e parei no McDonald´s na Norte-Sul( panda momento trash! Que vergonha!), e cadê a carteira? Volto pra casa. Ligo de novo, e explico, flor, são três da tarde e eu não almocei ( pois é, pois é) e esqueci a carteira ( ai!) e vou chegar atrasada. E ela rindo.
Bom, cheguei na casa da Vi, numa rua com um nome lindo, de artista muito famoso, na frente do mardito bufê que ela trampou. E a Meg, linda, fofa, esperta, vem me ver. Bom, foi maravilhoso, teve São José, teve fofoca, papo cabeça, a gente conversou horrores, agora ao vivo, e eu zureta. E a Vi tinha feito um lindo bolo de fubá pra mim, e eu emocionada e zureta peço um café. Vamos pra casa da mãe dela, na frente, e ela me abre a torneira errada.
Gente, a Vi quase causa o segundo dilúvio universal! A torneira não fechava, não fechava, a mãe dela ainda dodói, super fofa, de rosa e fita no cabelo, tenta estancar a cachoeira que cai sem parar, a torneira era dessas que vem direto da caixa. E eu do lado, na minha mais completa inutilidade pra coisas domésticas ( torneira? dã?) e a Vi chama o véio dono do bufê, que pra nossa vergonha arruma o trem em cinco segundos ( ai! homens, bah!). Ou seja. E o bolo de fubá tava excelente, o café também, e quase que eu fiquei pra janta! Olha só que horror! E não precisa dizer, Vi, te adoro muito!!!!!

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