Monday, May 07, 2007

One of those forms

Acordei hoje com uma vontade intensa, inexplicável, inadiável: traduzir Lord Byron.

Não, gente, não é piada. Eu acordei, tomei um longo banho, e me preparei pra mais um dia na Unicamp: aula de espanhol, café com amigos, almoço com Celo. E fui tomar English Breakfast Tea, Ahmad, com pão de linhaça e mussarela. No meio do chá, pensei, que formidável seria traduzir Byron. Mas como seria bom traduzir Byron.
Na adolescência, amava as aulas de Literatura e as apostilas com os poetas. Ia na biblioteca do colégio e fuçava tudo, aos quatorze anos danei de ler Camilo Castelo Branco, sem entender nada obviamente. E os românticos todos, Noite na Taverna. Quando estive em Roma pela primeira vez, vi a herma do Lord na Villa Borghese, e chorei ao ler um trechinho do Childe Harold. Botei a aula de espanhol pra escanteio ( com essa falta, já reprovei esse semestre), vim pra biblioteca do IEL e estou na companhia de George Gordon Byron. Vai entender!
"Uma dessa formas que nos arrebatam, quando
somos jovens, e fixam nossos olhos em todas as faces;
E, ai!- a doçura dos tempos vemos
Num brilho momentâneo, a graça suave,
A juventude, o despertar, a beleza que concordam
em muitos dos seres sem nome que desenhamos
Cujos rumos e casas não conhecemos, e não devemos conhecer,
Como a última das Plêiades que não podemos ver."

No comments: