Wednesday, May 23, 2007

Begin the Beguine

E hoje eu lembrei da noite no Green Mill, em Chicago. O bar da amante do Al Capone.


As luzes vermelhas no moquifo sem restauração. E no fundo, espremida num espaço mínimo, uma big band endemoniada. E velhinhos contemporâneos do Capone rodopiando no salão, enquanto eu fiquei na mesa, tomando uma Guiness e morrendo de vontade de dançar.
E um velhinho daqueles bem velhinhos tirou uma senhorinha pra dançar. O swing rolando e o velhinho pra lá e pra cá, no ritmo, sem perder nenhum movimento nem momento daquela transa toda. E eu ali olhando, lembrando dos velhinhos que ensinavam a gente a dançar forró na Cooperativa, os senhores alagoanos simpaticíssimos que não deixavam a gente parada, que tinham pegada e olho certo no lance.
O velhinho fez uma coisa inacreditável, um carinho lindíssimo nas costas dela, uma delicadeza de gesto, e eu pensei que os homens são admiráveis, quando tratam bem uma mulher. E dá-lhe Porter, e tudo isso pra dizer que hoje pensei que existem coisas muito, muito, muito, muito boas na vida.

4 comments:

Na Prática said...

Rapaz, que saudade de beber uma Guiness (com trevo de quatro folhas na espuma).

Maria said...

Cara, era umas um dia, hein? Beijos! E como sempre você aparece quando eu penso em você, devem ser os distúrbios da Força. Vou mandar email então!

Paulo said...

Paula,
achei você ...
beijo
Paulo

Maria said...

Bom, seja bem-vindo, chefinho... e vc e o urubu estão citados lá em cima. Beijos!