As luzes vermelhas no moquifo sem restauração. E no fundo, espremida num espaço mínimo, uma big band endemoniada. E velhinhos contemporâneos do Capone rodopiando no salão, enquanto eu fiquei na mesa, tomando uma Guiness e morrendo de vontade de dançar.
E um velhinho daqueles bem velhinhos tirou uma senhorinha pra dançar. O swing rolando e o velhinho pra lá e pra cá, no ritmo, sem perder nenhum movimento nem momento daquela transa toda. E eu ali olhando, lembrando dos velhinhos que ensinavam a gente a dançar forró na Cooperativa, os senhores alagoanos simpaticíssimos que não deixavam a gente parada, que tinham pegada e olho certo no lance.
O velhinho fez uma coisa inacreditável, um carinho lindíssimo nas costas dela, uma delicadeza de gesto, e eu pensei que os homens são admiráveis, quando tratam bem uma mulher. E dá-lhe Porter, e tudo isso pra dizer que hoje pensei que existem coisas muito, muito, muito, muito boas na vida.

4 comments:
Rapaz, que saudade de beber uma Guiness (com trevo de quatro folhas na espuma).
Cara, era umas um dia, hein? Beijos! E como sempre você aparece quando eu penso em você, devem ser os distúrbios da Força. Vou mandar email então!
Paula,
achei você ...
beijo
Paulo
Bom, seja bem-vindo, chefinho... e vc e o urubu estão citados lá em cima. Beijos!
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