Antes de mais nada, expresso minha tristeza e consternação por conta do acidente do avião da TAM. Que tragédia. Acompanhei a cobertura e mando meus mais profundos sentimentos às famílias enlutadas. Tenho um amigo, brilhante engenheiro que fez especialização em Transporte Aéreo na Espanha, e ele sempre me diz que é necessário, urgente, uma reforma completa do sistema aéreo brasileiro. Resta saber quantas tragédias serão necessárias pra que o pessoal tome as providências. FIquei tristíssima porque vi o nome de um antigo colega de ginásio na lista. Não tenho certeza se é ele, vou esperar uns dias pra saber.
Hoje choveu muito, muito frio, essa tristeza do acidente e eu com a tradução e tese emperradas. Na segunda-feira, encontrei rapidamente Tati, uma colega muito querida do IFCH. Tati é alagoana, e sua mãe criou seis filhos, na viuvez, com bolos finos para casamentos ( segundo ela, principalmente um bolo tipo inglês, com especiarias e sem leite, que era famoso em Maceió). Fizemos amizade há uns anos atrás, antes da viagem dela para a Itália, e ela me fez, algumas vezes, um bolo cremoso de fubá espetacular. Sabe aquele bolo que fica com um creme no meio? Aquela coisa deliciosa? E hoje eu lembrei do bolo da Tati, eu sempre esquecia de pedir a receita pra ela. Fucei na internet e me lembrei dela fazendo, anos atrás, pra mim. O que me deixava fascinada era que o bolo da Tati era mágico: ela punha tudo no liquificador. E eu achei umas receitas na internet ( inclusive no site do Olivier Anquier) e todas elas eram convergentes. Fácil, rápido, barato, irressistível, de lascar. Eu, que não tenho batedeira, fiz e salvou me dia. Voilà!
BOLO CREMOSO DE FUBÁ
1 xícara e meia de fubá mimoso
3 xícaras de açúcar
3 ovos
4 xícaras de leite
queijo ralado ( quase um pacotinho)
côco ralado ( se quiser)
2 colheres de sopa de manteiga
meia colher de sopa, rasa, de fermento
Bater tudo no liquidificador. Assadeira untada, forno baixo, dá uma assadeira grande ou um bolinho bem cheinho, na assadeira de pudim ( essa tem que ser alta, senão ele vai derramar). Chá bem forte e cobertor recém-lavado, cheirosinho a lavanda, acompanham, cafuné seria uma boa também.

4 comments:
Essa é só para os Unicampers velhos: alguém lembra do bolo de fubá que tinha naquele cafezinho que tinha no IEL (não era a cantina, era do lado do estacionamento) antes de fazerem o restaurante? Era muito bom.
Uia,desse eu não lembro. Rola uma coisa meio Proust com bolo de fubá, né? E eu que consegui outro dia receita de madeleine, forma de madeleine e tudo?
Eu comprava madeleine no Starbucks. Era a única coisa que eu gostava no Starbucks, além do Capuccino Macchiato. Enfim, que tristeza, que frio, né?
Eu acho que esse café acabou antes de você entrar na faculdade (qual o nome do restaurante em cima da letras, mesmo? Aliás, ainda existe, aquilo?). Era legal, e, se não me engano, o sebo da Letras (ainda existe?) era do lado (disso eu não tenho certeza, tô meio véio).
Friozinho miserável, mesmo. Madeleine é o que há, mas bom no Starbucks era o Caramel Machiatto, e o fato de que todos os nomes de tamanho ("tall", "grande", etc.) queriam dizer a mesma coisa.
Isso! Caramel Macchiato! Isso mesmo!
Abriu Starbucks em Sampa. Juro que queria ir pra tomar essa coisa ( esse era o nome! Brigada!) com madeleines. Era umas. Mas aqui não deve ter as tais madeleines. Eu só tenho as forminhas e a receita. Veremos.
Então, o restaurante do IEL fechou, problemas eternos da não-licitação dos pontos comerciais da Unicamp. Sempre aquela velha história. Eu estou com o nome do estabelecimento na ponta da língua mas agora me falha a memória e o tempo ruge. E o sebinho era o Iluminações, o mesmo do Naná no IA e depois passou pra debaixo do Amarelão do IEL ( ai, o nome daquela biroscaaaaaaaaa! Ah, o Celo lembrou! Carpe Diem)
Eu tô velha mesmo, sem memória nenhuma, Virgem Santa). Beijos!
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