"- A China já foi um império?
- Já, há muito tempo atrás. O imperador chinês ficava num grande palácio, na Cidade Proibida, onde após o entardecer só os seus criados e ele poderiam ficar. Mas, voltando pra história, naquela época, existia um grande sábio. Grande é maneira de dizer, por que ele era muito baixinho e corcunda, mas tinha uma inteligência enorme. Vivia numa casinha na beira do rio Amarelo, com umas mariposas e varas de pescar. As pessoas pediam conselhos pra ele, e ele nunca se negava a ajudar. Falava sempre por meio de metáforas.
- Meta foras? O quê? Então ele não era sábio coisa nenhuma, se só dava foras nas pessoas. Isso eu também sei fazer.
- Não é isso, espertinho. Metáfora quer dizer que você diz a mensagem que quer por meio de uma história, de outras palavras. Por exemplo, quando se diz “fulano é um leão”.
- E porquê ele falava assim?
- Isso era o segredo mais precioso da vida dele. Por que um dia, na sua juventude, ele estava pescando e de dentro do rio surgiu a deusa do amor. Era uma dama maravilhosa, de dois metros de altura, pele muito branca, rosto perfeito, manto vermelho com estampas de dragões coloridos com pedras preciosas, sapatos de bicos prateados e olhos pretos que pareciam dois vulcões. Ela não o assustou, porque sua voz era mais doce que todas as vozes do mundo, e lhe disse: “Você ganha de mim, a partir de hoje, o dom da sabedoria. Irá falar com outras palavras, mas suas mensagens indiretas tocarão o coração de todos como os meus olhares diversos, que fazem as pessoas se apaixonarem sem motivo.” A partir daquele dia, ele começou a viver sempre perto do rio, esperando ela aparecer de novo. A sua sabedoria vinha da deusa, ele pensava, e para ela deveria retornar, no dia em que assim o quisesse.
- Hummm...
- Bem, acontece que o imperador começou a ter um problema, um problema muito sério. Suas dez mulheres não conseguiam parar de engravidar. Já existiam vinte bebês e criancinhas, e todos os ministros previam a confusão que seria quando o trono tivesse que ser passado adiante. Seria inevitável a briga entre os irmãos, pensaram, o que era uma pena, porque eram crianças muito bonitas e inteligentes, que se davam muito bem, assim como suas mães.Até que um dia um dos conselheiros lembrou que perto da sua cidade natal, na margem do rio Amarelo, vivia o grande sábio. E só ele poderia ajudar o imperador de maneira sensata.
- Esses bebês davam muito trabalho?
- Não, até que não, por que existiam muitos criados para cuidarem deles. O problema estava no futuro. O tal ministro pegou o cavalo e viajou até o sábio. Chegou lá e foi tratado com muita amabilidade pelo velhinho, explicou-lhe a situação e pediu-lhe que o acompanhasse até a Cidade Proibida, para conversar com o imperador. O velhinho ficou com muita dor ao pensar que estaria longe do rio, da deusa, mas depois conclui que estava de acordo ajudar o imperador, já que o problema era causado justamente pelo amor de Sua Majestade das dez mil estrelas por suas esposas, e por um capricho da deusa que às vezes era muito brincalhona e que de mais a mais adorava crianças.
- E o velhinho gostou da Cidade Proibida?
- Era impossível não gostar dos palácios, da comida e da companhia daquelas crianças e damas que cantavam lindas músicas para as flores. O velhinho realmente não sabia o que fazer. Todas as criancinhas eram muito bonitas, e o primogênito, Yan-Kai-Sei, tinha dois olhos pretos que encantavam a todos. O sábio pegou um tal amor pelos filhos do imperador que um dia, triste de tanto pensar, correu ao lago artificial que existia no pátio de um dos palácios, cheio de carpas, e por onde os barcos das princesas estavam ancorados. Suspirou e uma lágrima sua caiu na água. E, de repente, a linda deusa do amor apareceu. O sábio esperou e logo aquela voz maravilhosa ecoou na sua mente: “Ó grande sábio, não esquecestes de mim todos esses anos, e agora o dom que lhe ofereci está sendo posto à prova. O amor é a pluma parada no ar, é o impossível de se resolver”.
- Já, há muito tempo atrás. O imperador chinês ficava num grande palácio, na Cidade Proibida, onde após o entardecer só os seus criados e ele poderiam ficar. Mas, voltando pra história, naquela época, existia um grande sábio. Grande é maneira de dizer, por que ele era muito baixinho e corcunda, mas tinha uma inteligência enorme. Vivia numa casinha na beira do rio Amarelo, com umas mariposas e varas de pescar. As pessoas pediam conselhos pra ele, e ele nunca se negava a ajudar. Falava sempre por meio de metáforas.
- Meta foras? O quê? Então ele não era sábio coisa nenhuma, se só dava foras nas pessoas. Isso eu também sei fazer.
- Não é isso, espertinho. Metáfora quer dizer que você diz a mensagem que quer por meio de uma história, de outras palavras. Por exemplo, quando se diz “fulano é um leão”.
- E porquê ele falava assim?
- Isso era o segredo mais precioso da vida dele. Por que um dia, na sua juventude, ele estava pescando e de dentro do rio surgiu a deusa do amor. Era uma dama maravilhosa, de dois metros de altura, pele muito branca, rosto perfeito, manto vermelho com estampas de dragões coloridos com pedras preciosas, sapatos de bicos prateados e olhos pretos que pareciam dois vulcões. Ela não o assustou, porque sua voz era mais doce que todas as vozes do mundo, e lhe disse: “Você ganha de mim, a partir de hoje, o dom da sabedoria. Irá falar com outras palavras, mas suas mensagens indiretas tocarão o coração de todos como os meus olhares diversos, que fazem as pessoas se apaixonarem sem motivo.” A partir daquele dia, ele começou a viver sempre perto do rio, esperando ela aparecer de novo. A sua sabedoria vinha da deusa, ele pensava, e para ela deveria retornar, no dia em que assim o quisesse.
- Hummm...
- Bem, acontece que o imperador começou a ter um problema, um problema muito sério. Suas dez mulheres não conseguiam parar de engravidar. Já existiam vinte bebês e criancinhas, e todos os ministros previam a confusão que seria quando o trono tivesse que ser passado adiante. Seria inevitável a briga entre os irmãos, pensaram, o que era uma pena, porque eram crianças muito bonitas e inteligentes, que se davam muito bem, assim como suas mães.Até que um dia um dos conselheiros lembrou que perto da sua cidade natal, na margem do rio Amarelo, vivia o grande sábio. E só ele poderia ajudar o imperador de maneira sensata.
- Esses bebês davam muito trabalho?
- Não, até que não, por que existiam muitos criados para cuidarem deles. O problema estava no futuro. O tal ministro pegou o cavalo e viajou até o sábio. Chegou lá e foi tratado com muita amabilidade pelo velhinho, explicou-lhe a situação e pediu-lhe que o acompanhasse até a Cidade Proibida, para conversar com o imperador. O velhinho ficou com muita dor ao pensar que estaria longe do rio, da deusa, mas depois conclui que estava de acordo ajudar o imperador, já que o problema era causado justamente pelo amor de Sua Majestade das dez mil estrelas por suas esposas, e por um capricho da deusa que às vezes era muito brincalhona e que de mais a mais adorava crianças.
- E o velhinho gostou da Cidade Proibida?
- Era impossível não gostar dos palácios, da comida e da companhia daquelas crianças e damas que cantavam lindas músicas para as flores. O velhinho realmente não sabia o que fazer. Todas as criancinhas eram muito bonitas, e o primogênito, Yan-Kai-Sei, tinha dois olhos pretos que encantavam a todos. O sábio pegou um tal amor pelos filhos do imperador que um dia, triste de tanto pensar, correu ao lago artificial que existia no pátio de um dos palácios, cheio de carpas, e por onde os barcos das princesas estavam ancorados. Suspirou e uma lágrima sua caiu na água. E, de repente, a linda deusa do amor apareceu. O sábio esperou e logo aquela voz maravilhosa ecoou na sua mente: “Ó grande sábio, não esquecestes de mim todos esses anos, e agora o dom que lhe ofereci está sendo posto à prova. O amor é a pluma parada no ar, é o impossível de se resolver”.

2 comments:
Ai, pequena panda, que lindoooo!!!
Sempre soube que você e o Yoda tinham algo de importante em comum.
Bejo, amiga linda!
Dani
Hihihi... a Força é forte em mim... são os meus midi-clorians de fofura! Mas em vc também é, pequena mestre Jedi ( vc recebeu seu sabre, não é mais uma padawan).. beijos!
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