Sunday, February 25, 2007

Hello, Goodbye

Outro dia tava pensando nos Beatles (????). Gente escrevendo tese é fogo. Fiquei pensando neles, no Ringo, no John, no Paul e no George, e no quanto eles fizeram,na molecagem, na pilantrice, na maluquice, e no quanto eu os amo por tudo aquilo. Eu e a torcida do Flamengo, vamos combinar, como diria o imortal samba, pra mim quem não gosta dos Beatles bom sujeito não é, é ruim da cabeça ou doente do pé.
Come together, baby, let it be. E eu tinha muita vontade de aprender a costurar, pra fazer bonecos. Sempre, sempre, imaginei bonecos de todas as formas e espécies, e hoje vi um que me deixou maluca, na famigerada seção Boas Compras da Vejinha ( gente, é boa compra pra quem?), um monstrinho do pântano, feito de tecido de vestido de perua, 110 reais. Mas é praticamente a mensalidade do curso de Corte e Costura do SENAC. Eu sempre quis fazer bonecos. Será que ainda dá tempo de aprender? O trágico é que minha mãe tinha máquina, costurava bem pra burro, e não me ensinou porque "era coisa de pobre".
Quando eu tinha uns 15,16 anos, eu queria fazer umas coisas que depois viraram moda e fizeram neguinho ganhar rios de dinheiro. Naquela época, ( ou seja, no tempo dos dinossauros), eu desenhava umas carinhas tipo Smile, e pensava numa loja só de coisa de Smiles, de todas as cores e formatos, expressões e tal. Eu desenhava roupas, coleções inteiras.
E eu queria aprender a tocar violão. Outro dia fui buscar o violão do meu irmão, e pensei em depois comprar as clássicas revistinhas "Aprenda a tocar Tarde em Itapuã e mate seus vizinhos de susto". Cheguei na casa da minha genitora, o meu fratello lasca, mas tá quebrado! E o instrumento, não é que estava quebrado, estava rachado pra valer. Bom, ele me passou umas instruções, fui numa loja antiga, bonita no centro aqui de Campinas. Lindos violões, negros, cor de pudim de leite condensado, assinados por Zezé di Camargo, de todo o tipo. Pensei, mas é um desperdício, eu não sei nem tocar nada, mas será que dá tempo de aprender?
Tudo isso pra falar da extrema vontade que sinto, nesse domingo quente dos infernos, em fazer outras coisas que não uma tese de doutorado. Let it be.

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