Friday, February 17, 2006

História Sem Fim

Todos os sábados, quando eu era criança e morava em São Paulo, eu ia com meus pais e meu irmão brincar na Cidade Universitária. Apesar da gente morar na Aclimação, era na USP que eu andava de bicicleta, corria, jogava bola, tomava sol. Só quando fiquei adulta é que descobri o motivo: meu pai, assim como eu, fez dois mestrados. Na época ele fazia um deles, na Poli, e assistia aulas enquanto eu rodava no Queijinho da Química.
Um sábado foi diferente. Meu pai foi com meu irmão pra USP, mas eu e minha mãe paramos na Paulista, no Cine Gazeta, pra assistir um filme. História Sem Fim.
Eu fiquei maravilhada com a história do Bastian, de Fantasia, do Atreiú, do Dragão da Sorte ( como eu queria ter um Fuchur na minha vida)... foi tanto encantamento que decidi ler o livro, que a Mara, amiga da minha mãe, tinha na estante.
Só pude comprar na Unicamp, no sebinho que tinha do lado da antiga cantina do IEL. Hoje, pedi pro Celo baixar a música-tema. Pra quem não sabe, é um homem que canta a voz principal, e o nome do cantor é Limahl. O cara usava um cabelo Chitãozinho e Xororó, mas tudo bem. História Sem Fim faz com que Fantasia não vire Nada, nunca.

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