Saturday, January 28, 2006

Débora e Tanara, ou a eternidade da amizade

Outro dia tive uma super surpresa no Orkut. Agradável, acho que tá todo mundo cansado de surpresa desagradável naquela joça.
A minha amiga e colega do colegial, Tanara, me achou e me adicionou. Scrap pra lá, scrap pra cá, ela me ligou e ficamos três horas no telefone.
Tanara e eu combinamos de nos encontrar. E no meio da bagunça, consegui contactar Débora, e hoje nós três vamos nos ver, depois de... doze anos.
Na verdade, a turma é maior. Ainda tem a Raquel, a Ísis, a Fabiana, a Patrícia... Raquel, Ísis e Fabiana estão por Campinas também, mas a Paty, por onde andará? Ninguém sabe dela... a última notícia que tivemos é que ela estava na Bolívia, estudando Medicina. Era o sonho dela.
E nós, hein? Bom, eu me mudei pra Campinas em 1992, na boléia do caminhão que trouxe os Vermeersch para essas terras. No primeiro dia de Sagrado Coração de Jesus ( já narrei num post abaixo, o do show de rock fajuto) fiz amizade com a Débora, que ficou para sempre Debão. Ela era a minha melhor amiga, a companhia constante e alegre numa adolescência difícil, solitária, penosa. Era de quem eu roubava bolacha no recreio e quem eu infernizava o dia inteiro, com as mais torpes brincadeiras, como chamá-la de cabeça de tender ( porque ela fazia umas trancinhas e ficavam uns quadradinhos...). Essa aí, heroína, mesmo. Foi comigo pra Unicamp, formou-se educadora, agora é professora da UNESP, um orgulho.
Tanara, era tímida e acanhada, nada vaidosa, se enfeiava. Pois não é que aquela menina inocente de tudo foi a primeira de nós a se tornar mãe? Vinte anos, já estava grávida. Logo depois veio outra menininha, e minha amiga suportou o final do casamento. Mas agora está ótima, linda, vaidossíssima, super cuidada e gata. Agora trabalha com casamentos, aguenta a chatice das noivas pra realizar lindas cerimônias. Mas ri do mesmo jeito...
Eu avisei as meninas pra não se assustarem, eu estou muito, muito mais gorda do que era no colegial... além disso, agora tenho muitos cabelos brancos, e tenho que pintar o cabelo pra disfarçar. E dentro da minha cachola penso, gente, tanta coisa aconteceu, mas quando falei com as duas ao telefone, parecia que foi ontem.

No comments: