Sunday, August 28, 2005

Morte em Veneza

No meio da correria visto, li Morte em Veneza. Esse mesmo, do Thomas Mann.
Em primeiro lugar, gostaria de recomendar vivamente a tradução da Eloísa Araújo Silva, a do Círculo do Livro mesmo. Tudo bem que minha ignorância no idioma de Goethe continua completa e absoluta, mas anos de canja nos Adorno e Marx da vida fazem a gente perceber quando a tradução está empolada, e não respeita a língua de origem. Essa não, e tem a vantagem de ser mãe de uma amiga, querida e igualmente indispensável.
Depois, o livro. Não há muito o que comentar e acrescentar ao que leitor já está careca de saber, que é um clássico, que não dá para não ler, etcs e tal. Também não vamos entrar num biografismo barato e dizer, pela enésima vez, que a mãe do Mann era brasileira, e toda a patacoada usual.
Terrível o fedor de Veneza, a peste subindo pelas paredes e aquele velho escritor obcecado por um rapazola de dentes fracos e constituição doentia. O belo em todo o seu esplendor e insignificância. E o leitor sai se sentindo mal, sentindo que perdeu a inocência para sempre, para mim o mesmo sentimento da Metamorfose, do outro mago do alemão. Terrível.

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