Fomos, eu e ela, pra reunião da Matilha, que é o grupo dos alunos em torno da professora Lygia Eluf, grande artista e educadora. A Lygia andava puta da vida com uns debates, que aconteceram tanto na Unicamp quanto na USP, a respeito da guerra no Líbano. Nos dois casos, teve gente que reivindicava o fim do Estado de Israel. A comunidade judaica protestou e começou a zona.
Eu ouvindo e pensando, Israel precisa sair imediatamente do Líbano, é certo. Mas em 1945, todo mundo literalmente assinou um tratado, criando o Estado de Israel, o Palestino, e a ONU. Porque ninguém respeita essas coisas, a gente sabe, o problema do petróleo, EUA e afins.
Depois falamos da comemoração dos 40 anos da Unicamp. Um fiasco. O pessoal do Arquivo Central pôs algumas fotos antigas no site, mas não há identificação das pessoas que aparecem nas fotos.
Vai daí, eu falei, poxa, mas a gente precisava fazer algo sobre isso. Sobre o problema da intolerância, que acontece em todos os níveis, no nosso dia-a-dia, e sobre a memória.
A Andréia, também artista panda, sugeriu um evento em que nós fizéssemos retratos das pessoas que vivem na Unicamp. Me empolguei, e falei, mas isso parece a Ronda Noturna do Rembrandt, a gente podia fazer uma coleção de retratos, de todas as pessoas que estão na Unicamp, falar com elas, todo mundo mesmo, do faxineiro ao reitor, pra gente viver mesmo a diferença, a diversidade, essa coisa holandesa de ser. E amanhã a Ronda vai sair da frente do IA e a gente vai desenhar.
obs) eu não tô na reportagem porque o pessoal ficou com preconceito contra os batavo-descendentes... ehehehe, brincadeirinha...

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