Preciso me cuidar. E às vezes o passado atrapalha.
Disciplina nipônica para a pequena panda...
Banho, Torii Kiyonaga (1752-1815).
O poeta agradece a preferência desde 1320.
A fada Lili foi ter à terra natal do tio mais amado de todos os tempos. Taí a criatura, numa das estátuas feitas pelos florentinos arrependidos, quando do Risorgimento. Faz uns dois anos, o povo do partido do Berlusconi , na Câmara Municipal de Florença, resolveu repatriar o tio. O único descendente do homem, o conde Peralvise Alighieri, mandou todo mundo encontrar Lúcifer, depois de ser acusado de estar no complô.
Quem acompanha ( se é que tem alguém que ainda acompanha) este velhíssimo blog sabe que quem o escreve é doida, apaixonada, louca varrida pelas fachadas cheias de guirlandas, carinhas de leões, e outros enfeites da também velha Campinas do Mato de Dentro de Jundiaí. Já caí em buraco no meio da rua por me espantar com a capacidade dos capomastri (mestres de obras) italianos em transformar construções de planta retangular ( sempre a mesma planta) com suas platibandas que a legislação requeria em entradas de sonho.

Hoje fui ao velho Piratininga natal. Faz uns anos que minhas (raras) visitas a São Paulo se restringiram a compromissos profissionais, e visitas a amigos queridos. No quesito lazer, fico entre tirar fotos mentais da arquitetura paulistânica ( em breve paro com essa mania de esquecer a máquina em casa) e uma coisa que eu não consegui abrir mão, mesmo em períodos de penúria financeira: torrar dinheiro na Liberdade, comprando estojos do Chococat, canetinhas da Pucca, sabonete e maquiagem na Ikesaki e comidas em geral na Marukai. Não vivo sem meu chiclete da Hello Kitty e meu biscoito do Koala, bem como os chás medicinais chineses da loja cujo nome de fato eu nunca vou conseguir pronunciar.