Um dos textos mais bonitos da História é A memória de Shakeaspeare, de Jorge Luis Borges. Na narrativa, um professor alemão recebe as recordações do bardo. Da cara de um vizinho, a uma melodia simples, passando por versos de Chaucer, a memória do velho William, segundo Borges, era desordenada e caudalosa, caótica e impertinente, como toda memória.
Tive um grande espanto ao pensar no que seria a memória de Dante; e o meu desespero, no caso de recebê-la, quando lembrasse da voz de Guido Cavalcanti, da fuça de um salsicheiro de Siena e da Suma Teológica inteira.

2 comments:
Aaaaaaah!
aaaaaaaaa a Suma inteiraaaaaaaa
Post a Comment