Sunday, April 10, 2011

Vermelho com chuva

Hoje fui ao velho Piratininga natal. Faz uns anos que minhas (raras) visitas a São Paulo se restringiram a compromissos profissionais, e visitas a amigos queridos. No quesito lazer, fico entre tirar fotos mentais da arquitetura paulistânica ( em breve paro com essa mania de esquecer a máquina em casa) e uma coisa que eu não consegui abrir mão, mesmo em períodos de penúria financeira: torrar dinheiro na Liberdade, comprando estojos do Chococat, canetinhas da Pucca, sabonete e maquiagem na Ikesaki e comidas em geral na Marukai. Não vivo sem meu chiclete da Hello Kitty e meu biscoito do Koala, bem como os chás medicinais chineses da loja cujo nome de fato eu nunca vou conseguir pronunciar.

Claro que a pandinha honra a tradição e come também um espetinho, um tempurá, um guioza básico na feirinha que cada vez mais entope de gente, ou pior, desce a linguagem de sinais nas moças do Shi Fu, restaurante chinês venerando do bairro onde absolutamente nada, nada, está em português, vem sempre toneladas de comida boa e que custa nada ( o imperialismo chinês, de fato, crianças, é uma coisa muito impressionante).

Hoje, então, circulei pela Liberdade na maior chuva. Geralmente, eu detesto sair na rua com chuva, outro dia peguei um toró no centro de Campinas e fiquei super aborrecida. Mas não, embaixo daquela água, na Liberdade, eu estava total, e puramente, feliz.

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