Saturday, February 11, 2012

Mein Meister

Eu tinha 17 anos, e, intrépida, magricela e dentuça, de cabelos espantados, e vestido de malha da José Paulino, comecei a ler Jacob Burckhardt. Dei sorte; no meio da minha burrice, ter contato com um dos grandes historiadores de todos os tempos, foi extraordinário. Devo minha iniciação científica, o mestrado e o doutorado a este senhor, aqui numa foto do tempo da juventude dele, quando descobriu os tesouros dos homens do Renascimento.
Apesar de tão grande amor e respeito por Burckhardt, minha preguiça e de novo a minha burrice me impediram de chegar perto de sua sabedoria, por um motivo bastante banal: minha incapacidade de me organizar, para aprender a língua deste, e de outros tantos outros mestres.
Mas resolvi, quase aos 35 anos, corrigir essa falha e me inscrevi num curso intensivo de alemão. Claro que sofri que nem uma condenada e achei, na primeira aula, que o simpático professor estava me mandando para o reino germânico de Lúcifer, quando na verdade só estava me perguntando o nome. Enfim. Agora não há mais desculpa: daqui a dez anos, quem sabe, lerei meu mestre no original, e farei tortas de maçã com as receitas da Deutsch Welle!

2 comments:

He will be Bach said...

"Life is too short to learn German" - Richard Porson. :^D

Brincadeiras à parte, o que mais ferra em alemão são aquelas malditas declinações. Aprender aquilo, só pelo método Kumon: repetir, repetir, repetir, repetir, repetir, repetir, repetir, repetir, repetir, repetir, repetir, repetir, repetir, repetir, repetir, repetir, repetir, repetir, repetir, repetir, repetir, repetir, repetir, repetir, e repetir mais ainda.

Maria said...

E repetindo, espero em três anos entender a letra de Parabéns a Você, na brava língua de Bach, Beethoven, e Mozart.