Saturday, February 11, 2012

Os itálicos e a arquitetura

Quando estive em Pisa, estudei na biblioteca da Scuola Normale Superiore di Pisa, instituição veneranda daonde saíram os mestres dos mestres da História da Arte. Meu coração de pequena historiadora da arte mirim batia mais forte ao entrar na Piazza dei Cavalieri, a sede da instituição, construída por Giorgio Vasari, o grande biógrafo que, em 1550, lançou a lista telefônica do Renascimento italiano, com todas as fofocas e historietas que amamos ler.
Além de biógrafo e pintor, Messer Vasari de fato teve trabalho para escrever as Vite, em meio às incumbências que recebia do duque Cosimo I de Medici. Consta que o duque Cosimo era meio intratável. Nas cartas ( disponíveis no site da profa. Paola Barocchi, www.memofonte.it), o duque está sempre em Pisa, em meio à sua armada, e Vasari sempre em Florença, escapando de vez em quando para a Arezzo natal.
Mas não teve jeito, e Vasari teve que ir pra cidade da torre torta, construir um prédio para o duque. O caso é que o prédio antigo teria sido construído, por volta de 1260, ou seja, três séculos antes, por Nicola Pisano, escultor e herói da panda mirim que vos escreve. Então hoje eu me deparei com a seguinte frase, na biografia de Nicola, escrita por Vasari:

"Nicola, il quale in que' medesimi tempi fece in Pisa il Palazzo delgi Anziani vecchio, oggi disfatto dal duca Cosimo per fare nel medesimo luogo, servendosi d'una parte del vecchio, il magnifico palazzo e convento della nuova religione de' Cavaglieri di S. Stefano, col disegno e modello di Giorgio Vasari aretino pittore et architettore, il quale si è accomodato come ha potuto il meglio, sopra quella muraglia vecchia, riducendola alla moderna".


Esses itálicos... sempre construindo e destruindo, fazendo e refazendo catedrais, pontes, palácios.

3 comments:

Anonymous said...

tradução, por favor...

He will be Bach said...

Idem. Tradução, por favor!

Maria said...

Tá fácil essa aí gente. Praticamente um sambinha do Adoniran. Providencio a tal tradução mais tarde, agora luto com o bravo idioma de Goethe e a minha insônia.