Saturday, September 12, 2009

Cineminha


Há um tempo atrás, eu navegava bastante pela internet procurando o rastro dos brinquedos que tive e que sumiram na poeira dos tempos ( ou nas mãozinhas destruidoras lá de casa, minhas e do meu irmão). Muitos dos nossos brinquedos repousam nos maleiros da minha mãe, aqui em casa eu só tenho meu Snif Snif ( sim, lembram desses cachorrinhos de pano?) e os brinquedos comprados na idade adulta (Pinóquios italianos, etc). Agora, um monte de coisa se perdeu.
Lembro que em 2005, por aí, a Estrela ainda pesquisava a história de seus próprios brinquedos, e eu tinha lido uma linda História do Brinquedo do Walter Benjamin. Até cheguei a pensar em escrever algo e tal, mas acabei me enfiando de vez no Inferno e o tiozão me consumiu os anos seguintes.
Agora, tem um pessoal muito legal fazendo blogs sobre brinquedos antigos ou memorabilia dos anos 80. Acho muito bacana isso, a gente aqui no Brasil infelizmente não tem muito o costume de guardar coisas antigas ou falar sobre elas... o que é uma pena.
Mas enfim, eu achei o registro ( e até alguns pra vender, no Mercado Livre) de um dos meus brinquedos favoritos: o Mini-Cine Disney da Estrela. Era um projetorzinho de cinema, e os filmes eram uns cartuchos que a gente encaixava... vinha com o filme do Mickey Pé de Feijão, e eu adorava a cena que o Gigante ficava todo enrolado nas cordas. Daí começou o meu interesse por desenhos animados, e meu pai levava a gente nas sessões de desenhos no cinema da Cesp, o auditório do prédio que queimou na Paulista. Nas noites de domingo, eu não perdia um Lanterna Mágica, o programa de desenhos que passava na TV Cultura, e que era um grande barato: produções do Leste Europeu, japonesas, enfim, do mundo inteiro passavam lá, e eu gostava demais, além dos desenhos animados nossos de todo dia.
Meu tio tinha um projetor antigo, e passava filmes do Chaplin pra gente. Eu não vou ao cinema quase nunca hoje em dia: penso que tenho uma má vontade atávica com as grandes redes. Em termos de conforto, reconheço, é muito melhor, blá, blá blá, mas sei lá, eu prefiro o Paradiso, e os cinemas antigos, na rua, no centro. Ando morrendo de vontade de pegar uma sessão no restaurado Cine Marabá, em São Paulo. Ah, se alguém achar pra mim um Mini-Cine antigo de aniversário, eu também topo!

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