Ontem, sem grandes coisas pra fazer no feriadão, fui atrás, na internet, de receitas de bolo, essas coisas. Fiquei surpresa ao descobrir o mundo da tal pasta americana, essa pasta dura de açúcar que permite, hoje, às boleiras ( ops, cake designers) fazerem mundos e fundos coloridos em decoração.
Dei uma olhada em alguns sites de doceiras e boleiras ( ops, sweeties e cake designers) por aí. Muita pasta americana, muito cupcake ( pra mim, conhecidos como bolinhos) com muito, muito icing ( cobertura) colorida, e blá blá blá.
Fuçei mais e descobri que a tal pasta e muita coisa já se vende pronta, por indústrias do ramo alimentício. Mesmo no ramo de panificação, hoje se compra mistura pra bomba de chocolate, pães e muitas coisas, bastando o pessoal da padaria (ops, bakery) misturar e assar.
Fiquei pensando na industrialização da coisa. Quer dizer, evidente que eu não pensava que as cake designers atuais eram como a minha bisavó, doceira na velha Campos dos Goytacazes, que ficava o dia inteiro virando e revirando tachos de doces, a tal ponto que minha avó traumatizou e não fez doces o resto da vida. Agora comprar tudo pronto... o problema é que fica tudo com o mesmo gosto.
Acho muito sensível a piora da qualidade das comidas que eu vejo por aí, e no setor de patisserie (vocês vejam que eu tô aprendendo a refinar o meu vocabulário culinário) isso é muito sensível. Onde comer um bom doce em Campinas? Digo, um doce diferente, saboroso, um doce que não seja enjoativo, extremamente doce, que não seja feito só de leite condensado? Difícil. Ainda no Rio, em março, dei um jeito de passar na Colombo. Não existem mais confeitarias em Campinas, tinha a Dolder no Centro de Convivência, mas que sumiu, foi parar no Gramado, sei lá.
Levada por essas indagações, ainda fuçei mais e achei uma pérola da blogosfera:
http://cakewrecks.blogspot.com/Dei uma olhada em alguns sites de doceiras e boleiras ( ops, sweeties e cake designers) por aí. Muita pasta americana, muito cupcake ( pra mim, conhecidos como bolinhos) com muito, muito icing ( cobertura) colorida, e blá blá blá.
Fuçei mais e descobri que a tal pasta e muita coisa já se vende pronta, por indústrias do ramo alimentício. Mesmo no ramo de panificação, hoje se compra mistura pra bomba de chocolate, pães e muitas coisas, bastando o pessoal da padaria (ops, bakery) misturar e assar.
Fiquei pensando na industrialização da coisa. Quer dizer, evidente que eu não pensava que as cake designers atuais eram como a minha bisavó, doceira na velha Campos dos Goytacazes, que ficava o dia inteiro virando e revirando tachos de doces, a tal ponto que minha avó traumatizou e não fez doces o resto da vida. Agora comprar tudo pronto... o problema é que fica tudo com o mesmo gosto.
Acho muito sensível a piora da qualidade das comidas que eu vejo por aí, e no setor de patisserie (vocês vejam que eu tô aprendendo a refinar o meu vocabulário culinário) isso é muito sensível. Onde comer um bom doce em Campinas? Digo, um doce diferente, saboroso, um doce que não seja enjoativo, extremamente doce, que não seja feito só de leite condensado? Difícil. Ainda no Rio, em março, dei um jeito de passar na Colombo. Não existem mais confeitarias em Campinas, tinha a Dolder no Centro de Convivência, mas que sumiu, foi parar no Gramado, sei lá.
Levada por essas indagações, ainda fuçei mais e achei uma pérola da blogosfera:
Esse blog reúne fotos dos piores bolos e doces que o pessoal encontra pelos EUA afora, pátria da pasta americana, da cobertura azul, da foto de gelatina e de todo tipo de horror culinário. Aviso: as fotos são tenebrosas, tiram a fome de qualquer um e podem traumatizar os mais sensíveis.
Não tenho nada contra as decorações modernas de bolos, mas depois de tudo isso tive muita saudade do pão-de-ló branco, com um creme delicadíssimo, chantilly fininho e morangos, que uma senhora de Jundiaí fazia pra gente. Uma leveza! Decoração: só uns biquinhos de renda de chantilly, moranguinhos e basta.

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