Eu sofro muito de uma coisa que tá fora de moda, de angústia. E tenho uma maldição, me sentir culpada por tudo. Então, essas duas coisas fazem com que minha vida às vezes se torne um verdadeiro inferno, digno de Dante. Tem horas que acho que fui estudar o grande florentino por conta disso: pra entender melhor o universo que existe dentro de mim, cheio de diabinhos, torturas, monstrinhos da Antigüidade, gentes do mal e apenas dois poetinhas navegando.
O que sempre me salvou muito da minha angústia foram os estudos, a leitura. Desde pequena, eu lia até rótulo de detergente, e isso fazia com que eu tomasse contato com o mundo lá fora, e visse que meus sofrimentos eram muito relativos. Gostava particularmente de livros de História e Astronomia: hoje vejo que eram os livros que me traziam distâncias enormes de tempo e espaço, o que preenchia os meus vazios.
Em todas as épocas, e principalmente nas particularmente difíceis, as bibliotecas eram meus refúgios secretos. Na escola, eu não era lá muito aplicada, nem tampouco muito caprichosa, mas enfrentava com alegria e disposição as tarefas, principalmente as de leitura. Lembro de sempre pegar os dois livrinhos indicados pelas professoras para ler nas férias, no primário, e minhas redações eram passavéis.
Meu entusiasmo aumentou 450% na universidade. Não sei explicar, mas logo no primeiro ano de Sociais o Espírito Santo baixou na minha cabeça e eu fiz uns trabalhinhos que ficaram célebres, como o Leviatã de Thomas Hobbes em quadrinhos. Eu adorava a biblioteca do IFCH... e assim passei meus anos de graduação e pós-graduação.
Agora enfrento a batelada de concursos por aí. Fico feliz em preparar os pontos. Mas não posso mais ficar calada diante das palhaçadas que eu vejo por aí. Gente que combina nota, candidato que sacaneia outro, enfim, um verdadeiro carnaval. Então, agora, neste momento da minha vida, o que me salvava da minha angústia virou o principal motivo dela. Ninguém merece.
O que sempre me salvou muito da minha angústia foram os estudos, a leitura. Desde pequena, eu lia até rótulo de detergente, e isso fazia com que eu tomasse contato com o mundo lá fora, e visse que meus sofrimentos eram muito relativos. Gostava particularmente de livros de História e Astronomia: hoje vejo que eram os livros que me traziam distâncias enormes de tempo e espaço, o que preenchia os meus vazios.
Em todas as épocas, e principalmente nas particularmente difíceis, as bibliotecas eram meus refúgios secretos. Na escola, eu não era lá muito aplicada, nem tampouco muito caprichosa, mas enfrentava com alegria e disposição as tarefas, principalmente as de leitura. Lembro de sempre pegar os dois livrinhos indicados pelas professoras para ler nas férias, no primário, e minhas redações eram passavéis.
Meu entusiasmo aumentou 450% na universidade. Não sei explicar, mas logo no primeiro ano de Sociais o Espírito Santo baixou na minha cabeça e eu fiz uns trabalhinhos que ficaram célebres, como o Leviatã de Thomas Hobbes em quadrinhos. Eu adorava a biblioteca do IFCH... e assim passei meus anos de graduação e pós-graduação.
Agora enfrento a batelada de concursos por aí. Fico feliz em preparar os pontos. Mas não posso mais ficar calada diante das palhaçadas que eu vejo por aí. Gente que combina nota, candidato que sacaneia outro, enfim, um verdadeiro carnaval. Então, agora, neste momento da minha vida, o que me salvava da minha angústia virou o principal motivo dela. Ninguém merece.

2 comments:
Fica assim, não, nega! Sai desse corpo que não te pertence, angustia!
SAUDADEEEEEE APARECEEEEEEEE
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