Friday, March 14, 2008

Allons enfants de la patrie!

Caríssimos! Ao som da Môme cantando a Marselhesa, declaro abertos os portos, a Bastilha e o velho, combalido e censurado Meio do Caminho!


Tive semanas péssimas, e o Meio sofreu graves desagravos, pela primeira vez em sua trajetória no hiperespaço. Mas hoje aconteceu uma coisa engraçada. Eu ouvi por acaso a grande Piaf cantando o hino dos narigudos que tacaram fogo na Bastilha e aboliram aquelas peruquinhas brancas ( vamo combinar, devemos isso aos grandes jacobinos). Ontem eu estava lendo, da coleção Vida Privada, Paris no tempo do Rei Sol, do Jacques Wilhelm, e você entende porque eles fizeram isso. Tudo bem que hoje a França virou Sarkoland, mas pensemos na trajetória histórica, como diria Marx.
Lembrei que, quando tinha uns 12 anos, foi o segundo centenário da Tomada da Bastilha. Veio, junto com a Istoé que meu pai assinava ( eu sou da época que a Veja e a Istoé eram boas revistas), um volume, traduzido, sobre os acontecimentos revolucionários. Apesar da pequenina panda ser uma menina católica de Jundiaí, na hora escolhi de que lado estava, e me apaixonei desesperadamente por Robespierre. Só hoje lembrei do livro, da minha paixão por Rousseau, e resolvi abrir de novo o Meio e mandar pra guilhotina do meu coração os eventuais chateados com minhas pobres palavras!

Aux armes, citoyens! Formez vos bataillons!

2 comments:

Anonymous said...

Eu colecionei essa série da Istoé, no final você comprava uma capa dura azul com um barrete vermelho desenhado, não era? Se não me engano, a Istoé era editada pelo Mino Carta, e era a melhor revista que eu já vi no Brasil (aliás, a Veja também era boa). A cobertura da eleição de 89 foi maravilhosa, com discreto apoio ao Covas (que hoje reconheço que era o melhor candidato), e um editorial clássico sobre o Lula no segundo turno (o tema era "o que é ter cara de estadista").

Hoje a Istoé parece estar nas mãos do Quércia. Enfim.

Maria said...

Isso mesmo! Era essa coleção. Era muito boa a coleção, tinha o barrete frígio na capa. E até entrevista do Le Pen tinha, mas num cantinho e se explicava que o cara era louco. Hoje, seria o contrário.

Na mesma época, eu escrevi uma carta pra seção do leitor, e deixei em cima da mesa, que lá em casa era uma zona. Não é que depois de um tempo, recebi um telegrama do Mino Carta respondendo a minha carta? Meu pai leu a carta, gostou da coisa e mandou. E, nunca é demasiado lembrar, eu era jacobina de quatro costados.

A cobertura de 89 foi excelente, tanto é que a gente, no colégio, sabia de tudo e comentava. Hoje em dia, eu me sinto tão fragmentada, entro na internet e não consigo saber de nada. Enfim.

E você viu o blog do Alencastro? Beijos! E melhoras, eu ouvi dizer que o senhor ficou acamado! Tá louco!